sábado, 2 de junho de 2012


Maiorca, Figueira da Foz 26 e 27 de Maio 2012

Maia, 26 de Maio, cerca das 14h

Partida com destino a Maiorca, Figueira da Foz pista escolhida para a disputa da 3ª prova do Campeonato Nacional. Cerca de uma hora e pico depois chegados ao destino onde encontrámos já alguma animação na pista.
Cumprimentar o pessoal, dois dedos de conversa, descarregar a tralha e primeiro contacto com a pista que até se encontrava em condições muito razoáveis, esquecendo a habitual e normal falta de borracha que sempre acontece nas pistas nacionais.


Poucos minutos depois de estar em pista, o Nuno regressa à boxes…  A coisa complicou-se um pouco. O problema de travagem intermitente que tinha afectado parte da final em Madrid, e que o Alexandre após testes intensivos não tinha conseguido despistar, voltava a fazer-se sentir. Consequência pratica: substituir o respectivo servo. O Alexandre já quase que consegue efectuar a desmontagem e posterior montagem da placa de radio, substituir o servo, trimmar, etc, etc de olhos fechados, mas quem conhece os RS5 sabe que é sempre uma operação demorada. 




 O Nuno aproveitou o tempo rodando com o carro do Gonçalo, tentando ajudar o Ti Jaime a efectuar um set-up de partida equilibrado para depois no Domingo o Gonçalo tentar colocar o carro a seu gosto, isto porque no Sábado o Gonçalo não pôde estar presente.


 
Não estava fácil porque o carro estava com um comportamento estranho, embora os tempos das melhores voltas conseguidas pelo Nuno tanto num carro como no outro diferissem em duas ou três décimas somente (foi bom ter tempos cronometrados no Sábado à tarde, parabéns ao CRAFF).


Deu-se por terminada a tarde com acertos razoáveis nos três carros, embora o Alexandre tivesse rodado muito pouco.

 Aos poucos e poucos todos iam melhorando as suas prestações.












Seguiu-se o check-in e a ida para o restaurante para o jantar da praxe que reuniu cerca de uma vintena de convivas, seguido de uma sessão de cavaqueira com o Zendas num local muito simpático da marginal.

Iniciou-se o Domingo com a reunião de pilotos e posteriores mangas da classificação. 

Completamente dominadas pelo Nuno, que conseguiu na terceira sessão 32 voltas em 10:01, mesmo depois de ter perdido algum tempo num despique muito giro com o Tiago. Tiago que aliás foi o único a conseguir fazer também as 32 voltas. Seguiram-se com 31 o Joel, o João e o Zendas, e com 30 o Alexandre e o Rui. O Gonçalo a braços com muitos problemas só conseguiu ser o 12º com 28 voltas.

  



Intervalo para almoço (Feijoada à moda da Figueira), seguida de imediato pelos Quartos de Final,onde se apuraram os seis nomes que completavam a vintena de pilotos que iriam disputar as Meias.




A Meia B teve uma disputa interessante entre o Tiago e o João, mas acabou por ser o Gonçalo o grande dominador, com 62 voltas, de tal forma que acabaria por vir a ser o Top Qualifier. Seguiram-se o Tiago (61) e o João (60). Desta meia acabaram por se apurar seis pilotos, sendo os restantes três, o Alexandre, o Silva e o Manuel Teixeira.




Logo de seguida inicia-se a Meia A. O Nuno partiu da primeira posição e manteve-a aquando da partida, com o Joel a tentar manter-se o mais próximo possível. Aos poucos e poucos o Nuno alargou a margem de conforto chegando ás duas voltas de avanço , até que se chegou à 48ª volta, e de um momento para o outro passou-se de uma Meia Final calma e completamente definida para um final de “ir às lágrimas”.

 
Uma das peças que define a convergência traseira da roda direita desapertou-se e de um momento para o outro o carro passou a fazer a pista como se fosse uma prova de drift, completamente de lado.
O Nuno entrou de imediato para as boxes, o Alexandre fez um primeiro diagnóstico, sprintou até à mala das ferramentas e voltou o mais rápido possível para junto ao carro.
Confesso que nesse momento este vosso escriba estava pior que f…lixado e ia-se dirigindo em passo lento para as boxes, quando me apercebi que o carro já estava novamente em pista e a rodar normalmente, pelo menos parecia…
Durou cerca de uma volta o andamento normal, e depois voltou-se à demonstração de drifting.
 
No meio do azar, a sorte esteve presente pois o tempo que faltava para o fim da Meia já era curto e a vantagem que o Nuno tinha amealhado nas 47 voltas anteriores foi servindo de almofada. Assim, só o Joel  conseguiu recuperar acabando por vencer a Meia. O Nuno que estava a rodar consistentemente no segundo 18, depois de uma paragem de cerca de minuto e meio passou a rodar no segundo 22 ou 23, o que lhe permitiu manter o segundo lugar e partir na sexta posição da grelha para a Final. Passaram ainda o Carlos Sampaio e o José Viegas, sendo a principal vitima desta Meia o Zendas, que após um encontro imediato de primeiro grau, não conseguiu melhor do que a sexta posição…
 


E às 17h42m dá-se inicio à Grande Final.

Na primeira linha Gonçalo e Joel, seguidos do Tiago e do João, do Alexandre e do Nuno, a partilharem a terceira linha, do Silva e do Sampaio, e finalmente na ultima linha do Manuel Teixeira e do Viegas.
 
Levantada a bandeira o Gonçalo e o Joel partem normalmente mas o Tiago tem uma guinada para a direita que lança o pânico no pelotão, e em particular no João. O Nuno e o Alexandre conseguem passar pela esquerda com o Alexandre em vantagem até ao final da esquerda, local onde o Nuno consegue acelerar mais cedo e passar para terceiro.
No fim da descida o Joel alarga um bocadinho, o Nuno mete por dentro e passa para segundo. No fim da subida e quando se aproximava do gancho à esquerda o Gonçalo entra em pião, o Nuno passa para primeiro com a ajuda adicional do Joel e do Gonçalo ficarem envolvidos no gancho.
A partir daí a história da final ficou contada, com mais ou menos pormenores. No final uma vantagem de cinco voltas sobre o João, com o Joel a ter problemas com um disco de travões e a secar antes dos 30 minutos, mas a manter a terceira posição. O Alexandre terminou em quarto num fim de semana bastante positivo, logo seguido pelo Gonçalo que após vários episódios (chegou a ficar com o carro entalado debaixo dos separadores) termina em quinto. Seguiram-se o Sampaio, o Teixeira e o Silva, com este ultimo a ser vitima de uma activação do fail-safe que acabou por também prejudicar o Alexandre.


Na 9ª posição um muito azarado Tiago, e a terminar os dez primeiros o Viegas que só conseguiu efectuar  uma dúzia de voltas.

Em jeito de balanço final, foi uma prova extremamente positiva para o Nuno, que alargou a sua vantagem no comando do Nacional, embora essa vantagem seja de uns exíguos 12 pontos para o Joel.


 
A próxima do Nacional é em Vila Real (será que para lá do Marão mandam os que lá estão?), mas antes dessa ainda temos uma deslocação à difícil pista de Elechas em Santander. Aqui uma boa classificação seria extremamente importante para tentar manter o actual terceiro posto, o que a verificar-se seria sem qualquer dúvida excelente.


 Abraço


 

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