Podia ser
considerada como a prova charneira de toda a temporada pois a obtenção de um
bom resultado podia ser decisiva para a classificação final do Campeonato
Nacional.
Infelizmente as
peças que esperávamos da Hobbiecenter só foram despachadas de França na
Sexta-feira anterior pelo que como é óbvio já não chegaram a tempo de dar mais
um pequeno melhoramento à performance dos carros. Mas também não foi por aí.....
A chegada a
Coimbra verificou-se pouco depois das 15, e constatámos de imediato que,
excepção feita aos dois Contrasts “oficiais”, todos os habitués estavam
presentes, ou seja o Fernando Rosa e o seu FG, e os elementos do Candeias
Racing Team (José Candeias, Tiago Sykes, Licinio Oliveira, Idalio Candeias,
Jaime Sena, Jaime Almeida e Andre Lopes) já se encontravam em pista a queimar borracha.
Ainda nas boxes, aguardando pacientemente a nossa chegada estava o David
Resende e o seu RS5.
Nuno Pinto - RS5 RDK13
Nuno e David, trocando impressões
Contas feitas de
forma rápida, e facilmente se chegava à conclusão, que após termos tido 13
presenças em Monsanto e na Maia, íamos ter também 13 presenças em Coimbra… Isto
está para o complicado!
A sessão
de treinos correu dentro da normalidade possível, tendo em conta uma pista que
se encontrava completamente verde, muito suja e com os correctores pintados de
véspera em vermelho e branco, vá-se lá saber porquê!
Alexandre Vieira
Após o capotanço
da praxe o Nuno conseguiu partir a asa traseira (talvez pela quinquagésima
sétima vez), mas tirando esse pequeno percalço, nada de mais relevante a
reportar, excepção feita à dificuldade encontrada pelo David em conseguir
arrancar com o motor do seu carro.
Foi assim que ficou a traseira do Alfa, após mais um capotanço
A noite foi passada
em amena cavaqueira com o Zé Pedro Cruz (ex Director de Prova) e as suas
acompanhantes, com inicio no “Cova Funda” e terminação nas “Docas” do Mondego.
Após uma noite
retemperadora dirigimo-nos para a pista da AAC, onde tivemos o grato prazer de
rever o Joel e o Zendas que entretanto se tinham juntado ao grupo dos 13. Após a
reunião de pilotos deu-se inicio às três rondas de mangas de treinos num ritmo
moderado, possível devido ao baixo número de pilotos presentes.
Reunião de Pilotos - É só rir
Terminadas as
mangas verificou-se que tanto o Tiago como o Nuno conseguem a sua melhor
performance na terceira manga, ambos nas 26 voltas com uma diferença de 1,109s,
enquanto que o Joel consegue o seu melhor tempo na segunda e o Alexandre na
primeira, ambos com 24, e com uma diferença inferior a um segundo. Seguiram-se
o David, Miguel, Licinio, Candeias, Rosa, Sena, André,Idálio e o Ti Jaime a
fechar as contas.
Seguiu-se a pausa
para o almocinho e para retemperar forças, dando-se de imediato inicio às
Meias.
Na Meia B, com
seis presenças nada de especial a reportar. Vitoria do Nuno com 50v, seguido
pelo Alexandre com 49, a mostrar em
Coimbra uma enorme subida de forma que se tem vindo a verificar desde
Santander, e em terceiro o Miguel com 48.Qualificarem-se ainda o Sena e o Idálio, calhando a fava ao Zé Candeias
Nuno Pinto
Jaime Sena
Miguel Fazenda e Jaime Sena
Licinio Oliveira - Genius
Miguel Fazenda - Contrast
Alexandre Vieira
Fernando Rosa - FG
Joel Mendonça - Contrast
Na Meia A,
existia mais uma presença. A vitória foi para o Joel com 48, seguido do David também
com 48 e ainda do Tiago com 47. Aqui a estrelinha da sorte esteve do lado do
Tiago, pois após um toque bastante violento ficou com o carro desequilibrado e
com a carroçaria a bater nos pneus, o que obrigou a uma rápida visita às boxes,
mas que não impediu a qualificação para a Final.
David Resende - RS5
Tiago Sykes - Genius XR2
Após o normal intervalo pré-Final iniciaram-se as Verificações, com especial incidência na verificação das capacidades dos depósitos. Tudo normal, sem nada a relatar, e dá-se inicio à Final, com o Nuno a partir da Pole e com o Alexandre na segunda posição numa primeira linha exclusivamente RS5.
A partida não correu muito bem para o Nuno que se atravessou na saída da primeira esquerda tendo sido engolido pelo pelotão.
Seguiu-se uma rápida recuperação até ao
primeiro lugar após ultrapassagem ao Joel.
O Tiago que vinha
em recuperação, viu-se em grandes dificuldades para ultrapassar o Joel, tendo
os dois carros chegado a tocar-se fazendo com que o Tiago tenha parado à espera
da recuperação do Joel.
Com estas
incidências o Nuno consegue uma almofada de conforto que lhe permitiu gerir
completamente a prova até cerca de 4 minutos do fim da mesma quando um pião no
gancho à direita em frente às boxes terminou com o carro encostado de frente ao
rail sem hipóteses de continuar sem ajuda.
Foi o fotografo
de serviço, um tal de FlashCrono que teve que fazer um sprint pela pista desde
a posição onde se encontrava para colocar o carro na posição certa.
Como é evidente
com esta demora, com o pouco tempo que faltava para terminar a Final, e com os
andamentos extremamente idênticos dos dois (basta verificar que a volta mais
rápida dos dois, apresentava uma diferença de 5 MILÉSIMOS de segundo), não
havia a menor hipótese de recuperação, terminando separados por cerca de 4
segundos, conseguindo o Tiago a sua segunda vitoria consecutiva e o Nuno o seu
segundo segundo lugar seguido.
Alexandre Vieira e Joel Mendonça, discutindo "fortemente" uma travagem...
Para o terceiro
lugar existiu uma luta vigorosa entre o Joel e o Alexandre que se viria a
revelar favorável ao Alexandre, determinando assim quem iria ocupar o ultimo
lugar do pódio.
Bom resultado de
conjunto para os pilotos RcMotorSport, com os três RS5 presentes a terminarem
nas quatro primeiras posições.
Parque Fechado
Na classificação
do Nacional o Tiago deu um grande passo em frente totalizando 356 pontos. O
Nuno que estava em quarto, conseguiu ascender ao segundo lugar, com 326, mas
ainda está tudo muito embrulhado com o David Resende, terceiro com 324 e com o
Joel, quarto com 322. A lista dos cinco primeiros é fechada pelo Alexandre com
302 pontos.
Top Qualifier - Nuno Pinto
Terceiro Classificado - Alexandre Vieira
Segundo Classificado - Nuno Pinto
Pódium - Tiago, Nuno e Alexandre
RcMotorSport-O Boss, o Sr.Pilhoto e o Sr.Trasmontano, respectivamente terceiro, segundo e quarto classificados
A próxima é já no
mês de Julho, naquela que ainda é considerada como a Capital dos Desportos
Motorizados, a bela cidade de Vila Real.
Após duas provas
no CN Espanhol e mais duas no CN de Portugal, podemos considerar que a época
está a meio.
Fazendo um
balanço da primeira parte da época não se pode concluir que os resultados
estejam a ser brilhantes, mais devido a uma série de situações fortuitas
(acidentes, avarias mecânicas, pneus descolados, chuva) do que a falta de
andamento.
Assim depois de
um 10º em Valencia e em Monsanto, de um 18º em Santander (que arruinou todas as
perspectivas de uma boa época em Espanha), seguiu-se um 2º lugar na Maia, o que
pelo menos permite manter algumas perspectivas optimistas em relação ao
Nacional.
Entretanto em
conjugação com o Alexandre fez-se um grande esforço para aumentar a
competitividade dos carros, esforço esse que se traduziu na actualização dos
carros com o upgrade de 2013, e com a aquisição dos diferenciais SCS para uma
avaliação definitiva dos mesmos. Em
simultâneo tentou-se a substituição dos Hobbycenter danificados, mas essa
substituição só deve ocorrer na semana actual, a tempo de irmos para a prova de
Coimbra mais descansados…
Com chegada tardia de tanto material o Alexandre teve que fazer um esforço enorme para conseguir montar tudo nos dois carros, tendo o carro do Nuno ficado pronto já na noite de Quinta-feira, enquanto que o do Alexandre só foi terminado na Sexta de manhã.
Isto implicou que
carregámos o carro já depois das 11h da manhã, fizemos um desvio pela Maia para
ir buscar o Sr. Piloto e a Mãe do Sr. Piloto e fizemo-nos à estrada em direcção
a Samil que felizmente fica a pouco mais de uma centena de quilómetros de casa,
o que nos permitiu chegar à hora de almoçar.
Após o almoço dirigimo-nos
para a pista, já razoavelmente concorrida, e onda já se encontravam os
“sulistas” do Candeias Team, desta vez reforçados com a presença do Licinio e
do Jaime Sena em estreia em terras espanholas. No campo das ausências era de
referir que o Ti Jaime desta vez não nos honrou com a sua presença, mas já
manifestou vontade de na próxima em Madrid estar presente. Ao todo tínhamos 1 presença na prova de F.1 e
cinco Turismos.
Foram então dadas
as primeiras voltas ao circuito (muito sujo e com pouca borracha), ainda com os
LSD montados nos carros, tendo após algumas voltas sido trocados pelos novos
SCS. Foi opinião unanime que não existiam dúvidas e que a aposta tinha que ser
continuar com os SCS. O problema era a falta de conhecimento e de experiência
na configuração dos mesmos (basicamente nível de óleo, e posição de aperto do
parafuso de regulação), que aos poucos e poucos foi sendo adquirida, embora
ainda faltem alguns pormenores que terão que ser apreendidos num futuro
próximo.
A ameaça de chuva
era uma constante para os três dias do fim de semana de Vigo, mas para já o
S.Pedro estava a colaborar. Os próprios galegos quando questionados sobre a
evolução das condições atmosféricas, fechavam-se em copas, o que nos obrigava a
ir navegando à vista….
Sexta à noite e
após o Checkin no Coia, e degustado o solomillo, seguiu-se o habitual momento
de descontracção frente-a-frente com uns Tanqueray. O problema é que a noite
arrefeceu bastante provocando que este vosso escriba se encontre com uma
constipação das antigas….
No Sábado
iniciaram-se as coisas mais a sério com os procedimentos rotineiros a serem
executados: inscrição, reunião de pilotos, primeiras verificações com marcação
de motor e chassis.
Além dos
Fórmulas, nesta prova marcaram também
presença os 4x4, o que provoca que o ritmo de ida à pista diminua um pouco,
trazendo vantagens e desvantagens.
Os Turismos foram
divididos em três séries, sendo que logo na primeira saiam o Tiago (devido a
não ter estado presente em Santander), o Licinio e o Jaime (devido a serem
estreantes), na segunda marcava presença o Alexandre e finalmente na terceira
estava escalado o Nuno.
O Tiago faz 24 em
10.10.742, seguido pelo Jesus Casabella também com 24. O Jaime fez 21 e o
Licinio 16. Na série 2 o Alexandre foi o único a conseguir chegar às 24 em
10.23.825.
Na terceira o
David começa logo com 25 em 10.10.505, seguido pelo Carlos também com 25, e com
24 o Fernando Silva e o Carles Echarri. O Nuno só consegue 23, e chega às boxes
a queixar-se de um comportamento esquisito no carro (suspensão desapertada), e
problemas de travagem (mais um servo que tinha ido à vida. Anteriormente já o
Alexandre tinha substituído dois servos no seu RS5; provavelmente ainda
consequências do banho de Santander…).
Resolvidas estas
questões, a segunda manga tinha aspectos decisivos, pois o tempo continuava a
ameaçar chuva e o melhor era resolver de vez a questão da classificação directa
às meias-finais.
Na manga 2 o
Tiago consegue chegar às 25, mas com algum azar. Como passou a linha de
contagem muito perto dos 10 minutos ouviu-se o aviso de que tinha terminado
quando na realidade ainda tinha direito a dar mais uma volta. Com o consequente
abrandamento e posterior aceleração acabou por terminara 25 volta em 10.30.997,
o que correspondia para já ao 4º lugar da geral. O Jaime consegue 23 e o Licinio completa 19.
O Alexandre volta
a fazer 24, mas é mais lento em cerca de 1,8 segundo, e mantém-se a ocupar a
11ª posição.
O Nuno esteve em
riscos de não conseguir partir para esta segunda manga, porque o motor não
pegava de forma alguma. Foi já com o período de aquecimento esgotado que num
enorme esforço conjunto, o Alexandre e o Pai do Viña conseguiram pôr o motor a
fazer barulho. Claro que foi sempre a “rezar” para o motor não ir abaixo que se
colocou o carro no asfalto. A manga decorreu sem incidentes, o que permitiu
completar as 25 voltas em 10:13:322, instalando-se o Nuno na terceira posição
da geral a cerca de cinco segundos do Carlos Fernandez.
Na terceira manga
o Alexandre consegue melhorar, fazendo as mesmas 24 v em menos 789 milésimas de
segundo (é obra), mas permanecendo no 11º lugar da geral.
Na quarta manga
já nenhum dos Tugas foi à pista. O Carlos ainda conseguiu melhorar o seu tempo,
o que ordenava definitivamente a lista em Carlos, David, Nuno, Jordi e Tiago.
Mais uma vez na
mesma meia-final iam estar o Nuno, o Tiago e o Alexandre, a quem se juntaria
mais tarde o Jaime depois de disputados os Quartos de final na manhã de
Domingo.
No Domingo de
manhã chegámos à pista pelas 10h (vantagens do apuramento directo às
meis-finais).
O Candeias estava
a disputar o acesso à Final de F1 que estava quase garantido, quando alguns
toques, azares, etc, fizeram com que fosse arrumar a tralha mais cedo.
Embora não
estivesse a chover, a chuva que tinha caído durante a noite e o
cacimbo-humidade matinal faziam com que a pista estivesse entre o húmida e o
molhada.
Na Meia B não se
verificaram grandes surpresas, acabando por conseguir a passagem o David (58 v
em 30.27.160), o Daniel Diaz, o Carles Echarri, Fernando Silva e o Jesus
Casabella. O Jordi bem tentou até à ultima curva ultrapassar o Jesus, mas
acabou por ficar na parabólica no fim da recta grande quando num ultimo esforço
tentou fazê-la sem travar….
Na meia A, toda a
gente partiu com pneus de chuva à excepção do Alexandre (que já tinha utilizado
esta táctica em Santander com bons resultados) e o Nuno. Logo na entrada da
recta o Nuno não consegue evitar um toque na traseira do RS5 do Carlos fazendo
com que este se atravessasse. Como o Nuno ficou à espera que o Carlos retomasse
o seu andamento acabaram por cair os dois para as duas ultimas posições. No
meio da confusão aproveitou, e bem o Alexandre que passou para o comando desta
meia.
O tempo restante
da meia final foi o suficiente para o Carlos recuperar até à primeira posição
seguido do Nuno, tendo-se depois verificado a troca de posição entre os dois. O
grande azarado foi o Alexandre que quando seguia num mais do que tranquilo
terceiro lugar, viu partir-se um parafuso de suporte do cubo dianteiro. Foi
substituído e ainda voltou à prova mas já não deu para se conseguir qualificar.
Fica o consolo de ter conseguido a segunda melhor volta, logo atrás do Nuno que
foi o único a conseguir entrar no segundo 29. O Nuno consegue 58 v em
30.09.066, assegurando a pole, seguido do Carlos, Tiago, Pelayo e Viña.
Neste momento as
perspectivas eram elevadas, mas como sempre, é na Final que se ganham ou perdem
corridas…
Após as finais de
4x4 e de Formula 1, inicia-se a ultima final do dia já com a pista 99% seca.
Na
partida o Nuno e o David partem bastante bem, enquanto que o Diaz tenta
aproveitar o espaço aberto à sua frente pela ausência do Carlos Fernandez que
teve que partir das boxes após um pedido de tempo para substituir o “motor de
arranque”, mas acaba por sair muito largo, quase levando o Tiago com ele. Nas
primeiras voltas o Nuno e o David acabam por conseguir ganhar uma margem muito
razoável que chegou a ser maior do que a recta grande.
Infelizmente após
uma passagem na linha de contagem de tempo, o RS5 do Nuno atravessa-se
completamente e o Genius do David que o seguia a centímetros, não tem hipótese
de evitar o toque.
O David acaba por
ser mais feliz conseguindo continuar de imediato, enquanto que o Nuno ficou
plantado em cima da relva, obrigando o Alexandre ao primeiro sprint da tarde.
Mesmo com este atraso consegue entrar em terceiro, logo a seguir ao Carles
Echarri e volta a assistir-se à mesma cena que anteriormente. Desta vez é o
Carles que se atravessa e o Nuno que lhe bate em cheio de lado. Mais uma vez o
Carles segue de imediato, o Nuno é “engolido” por dois ou três carros que
estavam a passar no momento e quando tenta retomar o sentido normal de marcha
ainda vinha a passar mais um que não perdoou e acertou-lhe em cheio mais uma
vez.
Com tanta
batidela o carro ficou pouca mais ao menos inguiável . Foi tentar chegar ao fim
e obter os pontos possíveis. E os pontos possíveis foram os que corresponderam
ao 7ºlugar, graças à desistência do Diaz e do David, pelos vistos após um
choque muito violento entre os dois, mas que eu não observei, provavelmente
porque estava a seguir o passeio triunfal do Carlos para mais uma vitoria. Numa
corrida com tantos toques e batidelas, o Carlos com um andamento certíssimo e
muito rápido foi recuperando seguramente desde o ultimo lugar à partida das
boxes até à vitoria no final dos 30 minutos.
Neste momento o
título espanhol é uma forte possibilidade para o Carlos (1º-13º-1º), mas também
ainda é possível para o Viña que terminou
em 3º (20º-1º-3º), para o Carles que terminou em 2º (9º-2º-2º) e para o David (2º-5º-9º),
embora neste caso as coisas estejam bem mais difíceis. Ainda muito próximo do
topo anda o Fernando Silva( 4º-4º-5º), e o Tiago, embora no caso do Tiago com
menos uma presença já não existam hipóteses.
Segue-se no
próximo fim de semana a prova de Coimbra, terceira do Campeonato Nacional e que
pode vir a ser decisiva. Neste momento e por motivos estudantis ainda não temos
a certeza de poder estar presente, mas vamos fazer os impossíveis para lá
estar….