sexta-feira, 22 de junho de 2012


16 e 17 de Junho, Vila Real

Confesso que no Sábado dia 16, depois do almoço não estava muito optimista em relação à deslocação à capital de Trás-os-Montes.
Desde o princípio da temporada que as exibições e os resultados têm surgido com bastante regularidade e há sempre aquela premonição de que desta vez é que as coisas não vão correr bem. A este estado de espirito também ajudavam as condições atmosféricas, e sobretudo, as previsões para Domingo que não deixavam ninguém sossegado.
 
Pouco depois das 15 horas, eis-nos chegados ao Mini-Autódromo do Monte  da Forca. 


Descarregada a tralha toda (desta vez eram três RS5 que viajavam no Mazda, pois o Alexandre trazia a nova máquina do Gonçalo), e trocadas as saudações da praxe, uma pequena observação ao asfalto muito peculiar deste circuito, e pouco depois os dois carros da RcMotorSport fazem-se à pista.

Para não variar, desde o inicio um comportamento muito equilibrado em ambos os carros, o que permite partir de imediato para a tentativa de afinação fina dos mesmos.

O resto da tarde passou-se rapidamente com a realização de vários testes, e com a tentativa de definir o melhor possível o tipo de pneus mais adequado às condições existentes; acabámos por sair para o tarde do circuito e após uma breve passagem pela nossa “pousada” lá fomos degustar a célebre posta.
Desta vez e por indicação de quem sabe, fomos ao Status e não ao Sr.Vinha. A posta difere da tradicional, pela junção de um molho muito saboroso, acompanhado de finas fatias de queijo e presunto. Retemperadas as forças (e de que maneira), sentiu-se a falta de algo doce para compor alguns estômagos mais exigentes. A solução encontrada foi passar pelo stand das farturas e …. Enfartar.


No Domingo de manhã começavam as coisas a sério. Chegavam os mais retardatários, entre eles o Zendas, o Joel (lindo o laço na antena da Megane) e o José Silva.

Feita a inscrição, desta vez sem stresses com os números dos transponders, mas continuando a existir falhas de números para pôr nos carros (tenho a certeza de que quando for a prova do Europeu em Agosto este problema estará resolvido), estava-se na altura de passar às coisas sérias. 19 pilotos presentes, obrigavam à realização de somente duas mangas de treinos, repetidas por três vezes como é norma em Portugal.





No grupo 2 estavam colocados o Manuel Teixeira, que com 18 voltas em 10:04:923, mv em 28.395  foi o mais rápido na série 1,












o Fernando Rosas, o Abel Reis a estrear o RS5,








o Jorge Rodrigues a fazer a sua segunda saída com um RS5 e já bastante melhor adaptado, o Paulo Pires com o seu Contrast Solon edition, o Pedro Manuel (confesso que não sei se é uma estreia ou um regresso aos bacalhaus), o Alexandre Vieira, o André Lopes e o José Viegas. Os três últimos por motivos variados não saíram para a pista nesta primeira série.  


Seguiu-se de imediato a grupo 1. O Tiago consegue ser o mais rápido com 23 voltas em 10:19:818, mv em 26.420. Seguiram-se o Gonçalo, David, Ramos, Joel, Silva e Candeias.



O Zendas e o Rui só fizeram 5, sendo apenas batidos pelo Nuno com 3 voltas. Os pneus escolhidos não aprovaram.

Novamente no Grupo 2, desta vez dominado pelo Alexandre a iniciar uma convincente exibição, com 22 voltas em 10:16:362 e mv em 27.346. O Manuel Teixeira mantinha-se em segundo com 20 voltas.




No grupo 1 o Nuno resolveu mostrar ao que vinha e assina 23 voltas em 10:12:414 com a mv em 26.119, a ameaçar entra no segundo 25, algo que não viria a acontecer durante o que faltava deste Domingo. O Zendas faz a segunda melhor marca com 22v em 10:15:725.





Na última oportunidade de melhoria, no Grupo 2 o Alexandre já não foi à pista satisfeito com as 22 voltas, e foi o Jorge Rodrigues a conseguir a melhor prestação com 21 volta em 10:0:524.



No grupo 1 o Gonçalo sempre a melhorar 
e o Tiago também conseguem chegar ás 23 voltas ficando respectivamente a  4 e 8 segundos do tempo do Nuno.

E quase sem dar por ela estava chegada a hora de tratar da saúde a umas grelhadas mistas que aparecerem pelo circuito, e que de certeza que se arrependeram de o ter feito.
Durante o almoço acumularam-se sobre a pista alguns belos exemplares de cúmulos, nimbos, cirros e estratos (nunca soube distinguir uns dos outros, pelo que o melhor mesmo é referi-los a todos), que provocaram mesmo uma muito ligeira precipitação durante a tarde de Domingo. Vá lá que o S.Pedro ainda deve ter alguma costela de Trasmontano e as coisas aguentaram-se …





Meia – Final B

O Gonçalo partiu cheio de vontade e no fim da recta tem um “pequeno exagero”, o que permite ao David passar para primeiro. Estava escrita a historia desta meia. O David consegue 44 voltas em 20:02:561, seguido do Gonçalo e do Alexandre também com 44. O primeiro não-RS5 era o Joel com 43, eno 5º posto, também em RS5, classificava-se o Jorge Rodrigues a conseguir garantir o acesso à Final. O Rui Machado ficava à bica ….



















Meia-Final A

Aqui a cena foi um pouco mais complicada.
O Nuno como Top Qualifier partia do lugar que na grelha de partida está definido como sendo o lugar donde parte o Pole-man, mas que neste caso em particular é mais um castigo do que uma vantagem. O Tiago a partir de segundo, mas num local da pista que coincide com a trajectória de passagem, e que portanto tem muito mais borracha depositada, consegue ganhar tracção mais facilmente e toma a dianteira. 
O Nuno vê-se engolido pelo “furioso pelotão” e cai para 5º. Ainda na primeira volta na recta grande recupera um lugar para o Candeias, na passagem pelas boxes mais um lugar ao Silva, seguindo-se o Zendas e pouco depois o Ramos.


















 Faltava o Tiago e aqui as coisas foram muito mais complicadas. Depois de uma primeira aproximação, deu-se uma primeira dobragem aos mais atrasados, e aqui o Nuno foi o que perdeu mais, o que obrigou a nova recuperação. Após muitas mas mesmo muitas voltas com menos de um metro a separar os dois carros, voltou a acontecer uma situação de dobragens, e desta vez o Nuno foi mais feliz passando o Tiago e afastando-se (mas pouco) em diracção à vitória na Meia-Final e à obtenção do Top Qualifier.

 Só faltava mesmo a Final para ser um Domingo perfeito. O Nuno opta por partir com o curso do acelerador limitado, tentando assim evitar possíveis problemas de consumo,  e mais uma vez é castigado com a partida a ser efectuada daquele lugar que o AMVR reserva para os mais rápidos. Desta vez não caiu para 5º. O tombo foi mesmo só para o 4º lugar. À sua frente o Tiago e o Gonçalo seguiam em grande luta e na terceira posição encontrava-se o David. Após a recuperação da má partida o Nuno consegue passar o David e começa a aproximação ao duo da frente, mas ao efectuar a primeira esquerda das duas que dão acesso à recta grande, o carro inexplicavelmente alarga a sua trajectória seguindo em frente até bater na rede da vedação.
 


O atraso verificado, juntamente com algumas ultrapassagens e consequentes recuperações, representaram muito tempo perdido, e que só parcialmente foi recuperado. Após mais uma grande batalha com o Tiago ainda foi possível chegar ao segundo lugar, mas para o Gonçalo a diferença já era muito grande.
De qualquer forma a limitação do curso do acelerador tinha a sua razão de ser pois o Gonçalo já não conseguiu completar os 30 minutos por ter ficado sem tintol.


Um pouco mais atrás, no quarto lugar, seguia relativamente calmo o João Ramos, e ainda mais atrás um bocadinho mais um duelo “épico” entre o Zendas e o Alexandre, com o Alexandre a conseguir a ultrapassagem na última curva e a terminar com uma vantagem de 242 milésimos!!!








Para nós esta classificação significou a obtenção do segundo objectivo da época (o outro era a obtenção de um pódio em Espanha, já alcançado em Madrid), podendo agora efectuar a deslocação em Setembro a Monsanto de forma muito mais descontraída, o que não significa menos ambiciosa.




Um GRANDE OBRIGADO ao Alexandre. Sem o seu esforço nada disto seria possível.









Até lá, temos o Europeu de Valencia, ao qual infelizmente ainda não podemos ter a certeza de estar presentes…


A ver vamos. 


Abraço.

















sexta-feira, 15 de junho de 2012

Elechas, Santander - 10 de Junho de 2012


Terceira prova do CN Espanhol de Grand Escala. Seiscentos e poucos kilometros para cada lado, e mais uma vez uma ameaça constante de chuva, feita pelas previsões metereológicas para os três dias de prova.
Desta vez havia uma baixa (que por sinal eram duas) na comitiva lusa. Os Almeida não efectuaram a deslocação. Motivos profissionais não permitiram que o Gonçalo se deslocasse e o Pai Jaime acabou por ficar em casa a roer as unhas.
Ficámos assim com quatro presenças nos Turismos (Nuno, Alexandre, Tiago e João) e duas nos Fórmulas (Candeias e Salgado).
Cumprindo o horário que se vai transformando cada vez mais em rotina, eis-nos chegados a Elecha pela uma da tarde (hora espanhola) prontos para o “almuerzo”.
Como se tem tornado um hábito, um feliz hábito diga-se de passagem, depois do almoço foi colocar o carro no asfalto e procurar melhorar uma afinação que logo de inicio estava a um bom nível. Foi uma tarde de sexta-feira sem nada de especial a salientar. Fizeram-se várias voltas com calma e tranquilidade.
 
O Sábado apareceu com a ameaça de chuva cada vez mais forte. Conseguiram-se fazer duas mangas de treinos de qualificação, e depois veio a chuva com abundância, o que fez terminar prematuramente a sessão de Sábado. Na primeira manga, o Nuno conseguiu o 5º melhor tempo, e após algumas alterações com o objectivo de melhorar o já de si bom comportamento do carro, partiu para uma segunda manga onde não foi feliz, acabando por parar antes de esgotados os dez minutos. Resultado, descida para o sétimo lugar. O Alexandre e o Tiago não conseguiram o apuramento directo para as meias, vendo-se assim obrigados a disputar os Quartos no inicio do Domingo, enquanto que o João conseguiu o apuramento directo.
O Sábado à noite foi molhado, o que fazia prever uns Quartos muito complicados.






 Felizmente no Domingo de manhã a pista estava relativamente seca, e as condições sem serem as ideias eram pelo menos aceitáveis.
O Alexandre conseguiu o apuramento de forma calma.










O Tiago sofreu bastante mais. Devido a problemas com os servos, viu-se obrigado a parar. A SORTE foi que o sistema de cronometragem deu um primeiro ar da sua graça, e os Quartos terminaram pouco depois dos 16 minutos. Houve um desgraçado de um “nuestro hermano” que igualou o numero de voltas do Tiago, mas como o fez na volta em que o sistema de cronometragem deu o berro, teve azar…. e o Tiago teve sorte.







Nas meias-finais dos Fórmulas, até que o Candeias estava com um bom andamento tendo comandado a sua meia durante algumas voltas. Depois foi ultrapassado e com a vontade de seguir no encalço dos outros aconteceu um exagero no final da recta grande, erro que acabou por ser decisivo para a não qualificação.






 
Melhor, ou com mais sorte acabou por estar o Dr.Salgado, que conseguiu pela primeira vez neste ano da graça de 2012, colocar um luso numa final de F1.

Na Final o motor do Genius não colaborou muito acabando por não permitir melhor que um nono lugar final.


Nos Turismos o panorama não foi brilhante, acabando por só confirmar a passagem do Nuno à final. O Tiago ainda ficou em quinto na sua meia, mas desta vez a sorte voltou-se para outro lado e acabaram por passar seis pilotos da outra meia, sendo o Tiago o primeiro a ficar à bica. O Alexandre e o João também não conseguiram o passaporte para a final…
 
Após uma partida bastante atribulada (aliás como quase todas as que se verificaram durante o fim de semana), o Nuno durou três voltas. Depois da confusão inicial seguia em quinto lugar, quando no fim da recta o Jorge Tellez não travou e provocou o  voo de alguns metros do RS5 do Nuno para a relva. O Alexandre fez um sprint digno do Obikwelo, mas quando chegou à beira do carro, estava o Nuno a conseguir coloca-lo dentro do asfalto. Desnecessário será dizer que com este atraso as coisas ficavam cada vez mais complicadas. Em Espanha mesmo fazendo os 30 minutos sem nenhum erro já é bastante complicado, quanto mais com azares à mistura.
 ~
Mas o pior ainda estava para vir; consequência do embate, ou não, o certo é que o motor do carro passou a ter um comportamento estranho. No final da recta e depois da travagem, quando o Nuno deixava de travar o moto acelerava por si, o que obrigava a trajectórias muito largas e complicadas.
A solução passou mesmo por uma paragem nas boxes, onde o Alexandre pôs a funcionar a sua chave de parafusos. Após mais de dois minutos de paragem o carro voltou à pista com um comportamento que permitiu ao Nuno estabelecer a segunda volta mais rápida final com 19.090 , apenas mais 15 milésimos que a melhor volta assinada pelo Dani Diaz. Foi pena…
 
No final ( e desta vez o sistema informático durou até aos 26 minutos) o melhor que se conseguiu foi um oitavo lugar, o que permitiu sair de Santander ainda no terceiro lugar, mas muito “apertado” pelo Fernando Silva (um muito bom segundo lugar) e pelo Dani Diaz. Vai-se decidir tudo em Setembro, em Samil, na quarta e última do Nacional Espanhol.




E amanhã inicia-se o fim de semana transmontano, com a visita à pista de Vila Real, sem dúvida uma das pistas com melhores condições, tanto em Portugal como em Espanha. Para já somente 14 inscritos, e mais uma vez ameaça de chuva para o fim de semana. Este ano acho que foi sempre assim…
É a quarta prova do nosso Nacional e pode ser decisiva… ou não.

sábado, 2 de junho de 2012

Excelente reportagem!
Parabéns Nuno e Zé !
Espero que em Vila Real o Nuno (que tem metade das costelas de lá...) mande e ganhe mais uma prova!!!


Maiorca, Figueira da Foz 26 e 27 de Maio 2012

Maia, 26 de Maio, cerca das 14h

Partida com destino a Maiorca, Figueira da Foz pista escolhida para a disputa da 3ª prova do Campeonato Nacional. Cerca de uma hora e pico depois chegados ao destino onde encontrámos já alguma animação na pista.
Cumprimentar o pessoal, dois dedos de conversa, descarregar a tralha e primeiro contacto com a pista que até se encontrava em condições muito razoáveis, esquecendo a habitual e normal falta de borracha que sempre acontece nas pistas nacionais.


Poucos minutos depois de estar em pista, o Nuno regressa à boxes…  A coisa complicou-se um pouco. O problema de travagem intermitente que tinha afectado parte da final em Madrid, e que o Alexandre após testes intensivos não tinha conseguido despistar, voltava a fazer-se sentir. Consequência pratica: substituir o respectivo servo. O Alexandre já quase que consegue efectuar a desmontagem e posterior montagem da placa de radio, substituir o servo, trimmar, etc, etc de olhos fechados, mas quem conhece os RS5 sabe que é sempre uma operação demorada. 




 O Nuno aproveitou o tempo rodando com o carro do Gonçalo, tentando ajudar o Ti Jaime a efectuar um set-up de partida equilibrado para depois no Domingo o Gonçalo tentar colocar o carro a seu gosto, isto porque no Sábado o Gonçalo não pôde estar presente.


 
Não estava fácil porque o carro estava com um comportamento estranho, embora os tempos das melhores voltas conseguidas pelo Nuno tanto num carro como no outro diferissem em duas ou três décimas somente (foi bom ter tempos cronometrados no Sábado à tarde, parabéns ao CRAFF).


Deu-se por terminada a tarde com acertos razoáveis nos três carros, embora o Alexandre tivesse rodado muito pouco.

 Aos poucos e poucos todos iam melhorando as suas prestações.












Seguiu-se o check-in e a ida para o restaurante para o jantar da praxe que reuniu cerca de uma vintena de convivas, seguido de uma sessão de cavaqueira com o Zendas num local muito simpático da marginal.

Iniciou-se o Domingo com a reunião de pilotos e posteriores mangas da classificação. 

Completamente dominadas pelo Nuno, que conseguiu na terceira sessão 32 voltas em 10:01, mesmo depois de ter perdido algum tempo num despique muito giro com o Tiago. Tiago que aliás foi o único a conseguir fazer também as 32 voltas. Seguiram-se com 31 o Joel, o João e o Zendas, e com 30 o Alexandre e o Rui. O Gonçalo a braços com muitos problemas só conseguiu ser o 12º com 28 voltas.

  



Intervalo para almoço (Feijoada à moda da Figueira), seguida de imediato pelos Quartos de Final,onde se apuraram os seis nomes que completavam a vintena de pilotos que iriam disputar as Meias.




A Meia B teve uma disputa interessante entre o Tiago e o João, mas acabou por ser o Gonçalo o grande dominador, com 62 voltas, de tal forma que acabaria por vir a ser o Top Qualifier. Seguiram-se o Tiago (61) e o João (60). Desta meia acabaram por se apurar seis pilotos, sendo os restantes três, o Alexandre, o Silva e o Manuel Teixeira.




Logo de seguida inicia-se a Meia A. O Nuno partiu da primeira posição e manteve-a aquando da partida, com o Joel a tentar manter-se o mais próximo possível. Aos poucos e poucos o Nuno alargou a margem de conforto chegando ás duas voltas de avanço , até que se chegou à 48ª volta, e de um momento para o outro passou-se de uma Meia Final calma e completamente definida para um final de “ir às lágrimas”.

 
Uma das peças que define a convergência traseira da roda direita desapertou-se e de um momento para o outro o carro passou a fazer a pista como se fosse uma prova de drift, completamente de lado.
O Nuno entrou de imediato para as boxes, o Alexandre fez um primeiro diagnóstico, sprintou até à mala das ferramentas e voltou o mais rápido possível para junto ao carro.
Confesso que nesse momento este vosso escriba estava pior que f…lixado e ia-se dirigindo em passo lento para as boxes, quando me apercebi que o carro já estava novamente em pista e a rodar normalmente, pelo menos parecia…
Durou cerca de uma volta o andamento normal, e depois voltou-se à demonstração de drifting.
 
No meio do azar, a sorte esteve presente pois o tempo que faltava para o fim da Meia já era curto e a vantagem que o Nuno tinha amealhado nas 47 voltas anteriores foi servindo de almofada. Assim, só o Joel  conseguiu recuperar acabando por vencer a Meia. O Nuno que estava a rodar consistentemente no segundo 18, depois de uma paragem de cerca de minuto e meio passou a rodar no segundo 22 ou 23, o que lhe permitiu manter o segundo lugar e partir na sexta posição da grelha para a Final. Passaram ainda o Carlos Sampaio e o José Viegas, sendo a principal vitima desta Meia o Zendas, que após um encontro imediato de primeiro grau, não conseguiu melhor do que a sexta posição…
 


E às 17h42m dá-se inicio à Grande Final.

Na primeira linha Gonçalo e Joel, seguidos do Tiago e do João, do Alexandre e do Nuno, a partilharem a terceira linha, do Silva e do Sampaio, e finalmente na ultima linha do Manuel Teixeira e do Viegas.
 
Levantada a bandeira o Gonçalo e o Joel partem normalmente mas o Tiago tem uma guinada para a direita que lança o pânico no pelotão, e em particular no João. O Nuno e o Alexandre conseguem passar pela esquerda com o Alexandre em vantagem até ao final da esquerda, local onde o Nuno consegue acelerar mais cedo e passar para terceiro.
No fim da descida o Joel alarga um bocadinho, o Nuno mete por dentro e passa para segundo. No fim da subida e quando se aproximava do gancho à esquerda o Gonçalo entra em pião, o Nuno passa para primeiro com a ajuda adicional do Joel e do Gonçalo ficarem envolvidos no gancho.
A partir daí a história da final ficou contada, com mais ou menos pormenores. No final uma vantagem de cinco voltas sobre o João, com o Joel a ter problemas com um disco de travões e a secar antes dos 30 minutos, mas a manter a terceira posição. O Alexandre terminou em quarto num fim de semana bastante positivo, logo seguido pelo Gonçalo que após vários episódios (chegou a ficar com o carro entalado debaixo dos separadores) termina em quinto. Seguiram-se o Sampaio, o Teixeira e o Silva, com este ultimo a ser vitima de uma activação do fail-safe que acabou por também prejudicar o Alexandre.


Na 9ª posição um muito azarado Tiago, e a terminar os dez primeiros o Viegas que só conseguiu efectuar  uma dúzia de voltas.

Em jeito de balanço final, foi uma prova extremamente positiva para o Nuno, que alargou a sua vantagem no comando do Nacional, embora essa vantagem seja de uns exíguos 12 pontos para o Joel.


 
A próxima do Nacional é em Vila Real (será que para lá do Marão mandam os que lá estão?), mas antes dessa ainda temos uma deslocação à difícil pista de Elechas em Santander. Aqui uma boa classificação seria extremamente importante para tentar manter o actual terceiro posto, o que a verificar-se seria sem qualquer dúvida excelente.


 Abraço