16 e 17 de Junho,
Vila Real
Confesso que no
Sábado dia 16, depois do almoço não estava muito optimista em relação à
deslocação à capital de Trás-os-Montes.
Desde o princípio da temporada que as exibições e os resultados têm surgido com bastante regularidade e há sempre aquela premonição de que desta vez é que as coisas não vão correr bem. A este estado de espirito também ajudavam as condições atmosféricas, e sobretudo, as previsões para Domingo que não deixavam ninguém sossegado.

No Domingo de manhã começavam as coisas a sério. Chegavam os mais retardatários, entre eles o Zendas, o Joel (lindo o laço na antena da Megane) e o José Silva.

Pouco depois das 15 horas, eis-nos chegados ao Mini-Autódromo do Monte da Forca.
Descarregada a
tralha toda (desta vez eram três RS5 que viajavam no Mazda, pois o Alexandre
trazia a nova máquina do Gonçalo), e trocadas as saudações da praxe, uma
pequena observação ao asfalto muito peculiar deste circuito, e pouco depois os
dois carros da RcMotorSport fazem-se à pista.
Para não variar,
desde o inicio um comportamento muito equilibrado em ambos os carros, o que
permite partir de imediato para a tentativa de afinação fina dos mesmos.
O resto da tarde
passou-se rapidamente com a realização de vários testes, e com a tentativa de
definir o melhor possível o tipo de pneus mais adequado às condições
existentes; acabámos por sair para o tarde do circuito e após uma breve
passagem pela nossa “pousada” lá fomos degustar a célebre posta.
Desta vez e por indicação de quem sabe, fomos ao Status e não ao Sr.Vinha.
A posta difere da tradicional, pela junção de um molho muito saboroso,
acompanhado de finas fatias de queijo e presunto. Retemperadas as forças (e de
que maneira), sentiu-se a falta de algo doce para compor alguns estômagos mais
exigentes. A solução encontrada foi passar pelo stand das farturas e ….
Enfartar.
Feita a
inscrição, desta vez sem stresses com os números dos transponders, mas
continuando a existir falhas de números para pôr nos carros (tenho a certeza de
que quando for a prova do Europeu em Agosto este problema estará resolvido),
estava-se na altura de passar às coisas sérias. 19 pilotos presentes, obrigavam
à realização de somente duas mangas de treinos, repetidas por três vezes como é
norma em Portugal.
No grupo
2 estavam colocados o Manuel Teixeira, que com 18 voltas em 10:04:923, mv em
28.395 foi o mais rápido na série 1,
o
Fernando Rosas, o Abel Reis a estrear o RS5,
o Jorge Rodrigues a fazer a sua segunda saída com um RS5 e já bastante melhor adaptado, o Paulo Pires com o seu Contrast Solon edition, o Pedro Manuel (confesso que não sei se é uma estreia ou um regresso aos bacalhaus), o Alexandre Vieira, o André Lopes e o José Viegas. Os três últimos por motivos variados não saíram para a pista nesta primeira série.
O Nuno vê-se engolido pelo “furioso pelotão” e cai para 5º. Ainda na primeira volta na recta grande recupera um lugar para o Candeias, na passagem pelas boxes mais um lugar ao Silva, seguindo-se o Zendas e pouco depois o Ramos.
Faltava o Tiago e aqui as coisas foram muito mais complicadas. Depois de
uma primeira aproximação, deu-se uma primeira dobragem aos mais atrasados, e
aqui o Nuno foi o que perdeu mais, o que obrigou a nova recuperação. Após
muitas mas mesmo muitas voltas com menos de um metro a separar os dois carros,
voltou a acontecer uma situação de dobragens, e desta vez o Nuno foi mais feliz
passando o Tiago e afastando-se (mas pouco) em diracção à vitória na Meia-Final
e à obtenção do Top Qualifier.
Só faltava mesmo
a Final para ser um Domingo perfeito. O Nuno opta por partir com o curso do
acelerador limitado, tentando assim evitar possíveis problemas de consumo, e mais uma vez é castigado com a partida a
ser efectuada daquele lugar que o AMVR reserva para os mais rápidos. Desta vez
não caiu para 5º. O tombo foi mesmo só para o 4º lugar. À sua frente o Tiago e
o Gonçalo seguiam em grande luta e na terceira posição encontrava-se o David.
Após a recuperação da má partida o Nuno consegue passar o David e começa a
aproximação ao duo da frente, mas ao efectuar a primeira esquerda das duas que
dão acesso à recta grande, o carro inexplicavelmente alarga a sua trajectória
seguindo em frente até bater na rede da vedação.
Seguiu-se
de imediato a grupo 1. O Tiago consegue ser o mais rápido com 23 voltas em
10:19:818, mv em 26.420. Seguiram-se o Gonçalo, David, Ramos, Joel, Silva e
Candeias.
O
Zendas e o Rui só fizeram 5, sendo apenas batidos pelo Nuno com 3 voltas. Os
pneus escolhidos não aprovaram.
Novamente no
Grupo 2, desta vez dominado pelo Alexandre a iniciar uma convincente exibição,
com 22 voltas em 10:16:362 e mv em 27.346. O Manuel Teixeira mantinha-se em
segundo com 20 voltas.
No grupo 1 o Nuno
resolveu mostrar ao que vinha e assina 23 voltas em 10:12:414 com a mv em
26.119, a ameaçar entra no segundo 25, algo que não viria a acontecer durante o
que faltava deste Domingo. O Zendas faz a segunda melhor marca com 22v em
10:15:725.
Na última
oportunidade de melhoria, no Grupo 2 o Alexandre já não foi à pista satisfeito
com as 22 voltas, e foi o Jorge Rodrigues a conseguir a melhor prestação com 21
volta em 10:0:524.
No grupo 1 o Gonçalo sempre a melhorar
e o Tiago também
conseguem chegar ás 23 voltas ficando respectivamente a 4 e 8 segundos do tempo do Nuno.
E quase sem dar
por ela estava chegada a hora de tratar da saúde a umas grelhadas mistas que
aparecerem pelo circuito, e que de certeza que se arrependeram de o ter feito.
Durante o almoço acumularam-se sobre a pista alguns belos exemplares de
cúmulos, nimbos, cirros e estratos (nunca soube distinguir uns dos outros, pelo
que o melhor mesmo é referi-los a todos), que provocaram mesmo uma muito
ligeira precipitação durante a tarde de Domingo. Vá lá que o S.Pedro ainda deve
ter alguma costela de Trasmontano e as coisas aguentaram-se …
Meia – Final B
O Gonçalo partiu
cheio de vontade e no fim da recta tem um “pequeno exagero”, o que permite ao
David passar para primeiro. Estava escrita a historia desta meia. O David
consegue 44 voltas em 20:02:561, seguido do Gonçalo e do Alexandre também com
44. O primeiro não-RS5 era o Joel com 43, eno 5º posto, também em RS5,
classificava-se o Jorge Rodrigues a conseguir garantir o acesso à Final. O Rui
Machado ficava à bica ….
Meia-Final A
Aqui a cena foi
um pouco mais complicada.
O Nuno como Top
Qualifier partia do lugar que na grelha de partida está definido como sendo o
lugar donde parte o Pole-man, mas que neste caso em particular é mais um
castigo do que uma vantagem. O Tiago a partir de segundo, mas num local da
pista que coincide com a trajectória de passagem, e que portanto tem muito mais
borracha depositada, consegue ganhar tracção mais facilmente e toma a
dianteira.
O atraso
verificado, juntamente com algumas ultrapassagens e consequentes recuperações,
representaram muito tempo perdido, e que só parcialmente foi recuperado. Após mais
uma grande batalha com o Tiago ainda foi possível chegar ao segundo lugar, mas
para o Gonçalo a diferença já era muito grande.
De qualquer forma
a limitação do curso do acelerador tinha a sua razão de ser pois o Gonçalo já
não conseguiu completar os 30 minutos por ter ficado sem tintol.
Um pouco mais
atrás, no quarto lugar, seguia relativamente calmo o João Ramos, e ainda mais
atrás um bocadinho mais um duelo “épico” entre o Zendas e o Alexandre, com o
Alexandre a conseguir a ultrapassagem na última curva e a terminar com uma
vantagem de 242 milésimos!!!
Para nós esta
classificação significou a obtenção do segundo objectivo da época (o outro era
a obtenção de um pódio em Espanha, já alcançado em Madrid), podendo agora
efectuar a deslocação em Setembro a Monsanto de forma muito mais descontraída,
o que não significa menos ambiciosa.
Um GRANDE OBRIGADO ao Alexandre. Sem o seu esforço nada disto seria possível.
Até lá, temos o
Europeu de Valencia, ao qual infelizmente ainda não podemos ter a certeza de
estar presentes…
A ver vamos.
Abraço.