E finalmente
começou.
Após mais de
cinco meses de interregno, o Nacional de 2013 iniciou-se nos passados dias 16 e
17, na pista de Monsanto.
Não se pode
dizer que o inicio tenha sido brilhante.
No Sábado
chegámos à pista por volta das 15h30, após a realização da cerimónia ritual de
degustação dos Secretos da praxe. Só deu mesmo para conversar e ver alguns mais
“valentes” a rodarem algumas voltas. A pista muito molhada, o tempo bastante
frio não aconselhavam a tirar os carros da mala.
A expectativa residia
em saber se no Domingo o S.Pedro ia colaborar ou se ia ser um fim de semana
para esquecer.
O jantarito foi
no “Coreto de Carnide” e permitiu criar o lastro suficiente para uma passagem
breve pelas Docas.
No Domingo de
manhã o despertar teve direito a trovões e água com farturinha.
Mesmo assim lá
nos dirigimos para a pista de Monsanto com a sensação de que o dia ia ser um
desperdício.
Aos poucos e
poucos a pista foi secando. Na segunda manga de treinos, o Nuno e o Alexandre
iam sair para a pista para dar o número mínimo de voltas obrigatórias para
garantir a classificação, mas um stress com os servos de direcção no carro do
Nuno, fizeram com que nenhum dos dois saísse para a pista. Entretanto o David
Resende garantia a participação nas Meias-Finais.
Finalmente na
terceira manga, e na última oportunidade, o Nuno conseguiu fazer 4 voltas e o
Alexandre também garantiu a classificação.
Ao todo catorze
inscritos, dos quais treze presenças confirmadas. Considerando que a prova era
em Monsanto, temos que admitir que a participação foi bastante reduzida, a
indicar provavelmente o que irá ocorrer nas restantes provas do Nacional….
Nas fileiras da
RS5, marca Campeã Nacional, contabilizavam-se três presenças, com o Nuno, o
Alexandre e o David.
Da Figueira vieram os habituais dois Contrasts para o Zendas e para o Joel e o FG do Fernando Rosas.
O restante plantel era constituído por máquinas da Genius com o André, o Jaime Sena, o Idálio,
| André |
| Idálio Candeias |
| Jaime Sena |
| José Salgado |
| Licinio |
No final das
mangas eram precisamente o Tiago e o Gonçalo que encabeçavam a tabela de
tempos.
O Gonçalo ficou
na Meia-final B, enquanto o Tiago ficou na A, onde também se encontravam os
três RS5.
Após o almoço
disputa-se a B, sem surpresas com o Gonçalo a vencer efectuando 48 voltas em
20:14:533, logo seguida pela A, com o Nuno partindo com o número 6, a conseguir
ser o mais rápido efectuando as mesmas 48 voltas, mas em 20:15:036. Ao todo 503 milésimos de segundo de diferença
no fim de 20 minutos de prova, perspectivavam uma final muitíssimo disputada.
Na B acabaram por
ficar excluídos o Fernando Rosa, e o Jaime Sena por ter reabastecido, enquanto
que na A seria o rookie Licinio a não conseguir obter o passaporte para a
Final.
Dada a partida para a Final, verificou-se uma saída canhão do Gonçalo a partir da Pole,
enquanto que o Nuno sai com algumas cautelas, aconselháveis atendendo ao lado
da pista de onde partiu, mas que permitiram ao Zendas colocar-se em segundo.
A primeira
batalha passou pela reconquista do segundo lugar. Embora tenha sido uma batalha
curta foi o suficiente para o Gonçalo amealhar uma margem de segurança de cerca
de 40 a 50 metros.
Mais atrás vinha
o Tiago também em recuperação de um lugar de saída menos bom.
Durante cerca de
30 voltas a luta entre os dois primeiros manteve-se animada, mas sempre à
distância. Umas vezes era o Gonçalo que perdia um bocadinho, outras era o Nuno
a ter mais dificuldades em particular nalgumas dobragens.
Até que numa
saída do gancho que antecede a recta grande, o motor do Nuno calou-se e de
forma definitiva obrigando a uma desistência mais do que inglória e a um décimo
lugar final.
O que faltava
para os trinta minutos já não trouxe particamente nada de novo. O Tiago herdou
o segundo lugar do Nuno, enquanto que o David conquista o terceiro ao Zendas
que acaba por descer para quinto, sendo também ultrapassado pelo Joel. Em sexto
ficou o Alexandre no segundo RS5.
Terminada a prova
com uma vitoria mais do que clara do Gonçalo, acabou por estalar a polémica com
as verificações técnicas efectuadas pelo CRAP no final. Segundo os boatos que
circulavam no exterior da cabine de verificações, foram detectadas pelo menos
duas máquinas com um peso inferior aos dez quilos regulamentares. Certo, certo
é que a classificação final independentemente daquilo que ocorreu foi mantida
de acordo como que aconteceu em pista.
Assim fica sempre
no ar a dúvida do que teria acontecido se fosse o Nuno (ou outro) a ganhar a
Final e a ser verificado abaixo do
peso….
Até Valência