Terceira prova do
CN Espanhol de Grand Escala. Seiscentos e poucos kilometros para cada lado, e
mais uma vez uma ameaça constante de chuva, feita pelas previsões
metereológicas para os três dias de prova.
Desta vez havia
uma baixa (que por sinal eram duas) na comitiva lusa. Os Almeida não efectuaram
a deslocação. Motivos profissionais não permitiram que o Gonçalo se deslocasse
e o Pai Jaime acabou por ficar em casa a roer as unhas.
Ficámos assim com
quatro presenças nos Turismos (Nuno, Alexandre, Tiago e João) e duas nos
Fórmulas (Candeias e Salgado).
Cumprindo o
horário que se vai transformando cada vez mais em rotina, eis-nos chegados a
Elecha pela uma da tarde (hora espanhola) prontos para o “almuerzo”.
Como se tem
tornado um hábito, um feliz hábito diga-se de passagem, depois do almoço foi
colocar o carro no asfalto e procurar melhorar uma afinação que logo de inicio
estava a um bom nível. Foi uma tarde de sexta-feira sem nada de especial a
salientar. Fizeram-se várias voltas com calma e tranquilidade.
O Sábado apareceu
com a ameaça de chuva cada vez mais forte. Conseguiram-se fazer duas mangas de
treinos de qualificação, e depois veio a chuva com abundância, o que fez
terminar prematuramente a sessão de Sábado. Na primeira manga, o Nuno conseguiu
o 5º melhor tempo, e após algumas alterações com o objectivo de melhorar o já
de si bom comportamento do carro, partiu para uma segunda manga onde não foi
feliz, acabando por parar antes de esgotados os dez minutos. Resultado, descida
para o sétimo lugar. O Alexandre e o Tiago não conseguiram o apuramento directo
para as meias, vendo-se assim obrigados a disputar os Quartos no inicio do
Domingo, enquanto que o João conseguiu o apuramento directo.
O Sábado à noite
foi molhado, o que fazia prever uns Quartos muito complicados.
Felizmente no
Domingo de manhã a pista estava relativamente seca, e as condições sem serem as
ideias eram pelo menos aceitáveis.
O Alexandre conseguiu o apuramento de forma calma. O Tiago sofreu bastante mais. Devido a problemas com os servos, viu-se obrigado a parar. A SORTE foi que o sistema de cronometragem deu um primeiro ar da sua graça, e os Quartos terminaram pouco depois dos 16 minutos. Houve um desgraçado de um “nuestro hermano” que igualou o numero de voltas do Tiago, mas como o fez na volta em que o sistema de cronometragem deu o berro, teve azar…. e o Tiago teve sorte.
Nas meias-finais dos Fórmulas, até que o Candeias estava com um bom andamento tendo comandado a sua meia durante algumas voltas. Depois foi ultrapassado e com a vontade de seguir no encalço dos outros aconteceu um exagero no final da recta grande, erro que acabou por ser decisivo para a não qualificação.
Melhor, ou com
mais sorte acabou por estar o Dr.Salgado, que conseguiu pela primeira vez neste
ano da graça de 2012, colocar um luso numa final de F1.
Na Final o motor
do Genius não colaborou muito acabando por não permitir melhor que um nono
lugar final.
Nos Turismos o
panorama não foi brilhante, acabando por só confirmar a passagem do Nuno à
final. O Tiago ainda ficou em quinto na sua meia, mas desta vez a sorte
voltou-se para outro lado e acabaram por passar seis pilotos da outra meia,
sendo o Tiago o primeiro a ficar à bica. O Alexandre e o João também não
conseguiram o passaporte para a final…
Após uma partida
bastante atribulada (aliás como quase todas as que se verificaram durante o fim
de semana), o Nuno durou três voltas. Depois da confusão inicial seguia em
quinto lugar, quando no fim da recta o Jorge Tellez não travou e provocou
o voo de alguns metros do RS5 do Nuno
para a relva. O Alexandre fez um sprint digno do Obikwelo, mas quando chegou à
beira do carro, estava o Nuno a conseguir coloca-lo dentro do asfalto.
Desnecessário será dizer que com este atraso as coisas ficavam cada vez mais
complicadas. Em Espanha mesmo fazendo os 30 minutos sem nenhum erro já é
bastante complicado, quanto mais com azares à mistura.
~
Mas o pior ainda
estava para vir; consequência do embate, ou não, o certo é que o motor do carro
passou a ter um comportamento estranho. No final da recta e depois da travagem,
quando o Nuno deixava de travar o moto acelerava por si, o que obrigava a trajectórias
muito largas e complicadas.
A solução passou
mesmo por uma paragem nas boxes, onde o Alexandre pôs a funcionar a sua chave
de parafusos. Após mais de dois minutos de paragem o carro voltou à pista com
um comportamento que permitiu ao Nuno estabelecer a segunda volta mais rápida
final com 19.090 , apenas mais 15 milésimos que a melhor volta assinada pelo
Dani Diaz. Foi pena…
No final ( e
desta vez o sistema informático durou até aos 26 minutos) o melhor que se
conseguiu foi um oitavo lugar, o que permitiu sair de Santander ainda no
terceiro lugar, mas muito “apertado” pelo Fernando Silva (um muito bom segundo
lugar) e pelo Dani Diaz. Vai-se decidir tudo em Setembro, em Samil, na quarta e
última do Nacional Espanhol.
E amanhã
inicia-se o fim de semana transmontano, com a visita à pista de Vila Real, sem
dúvida uma das pistas com melhores condições, tanto em Portugal como em
Espanha. Para já somente 14 inscritos, e mais uma vez ameaça de chuva para o
fim de semana. Este ano acho que foi sempre assim…
É a quarta prova
do nosso Nacional e pode ser decisiva… ou não.
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