sexta-feira, 26 de julho de 2013

Monte da Forca - Vila Real, Julho 2013


Vila Real 20 e 21 de Julho 2013

Quarta e penúltima prova do Campeonato Nacional.


Podia ser decisiva na atribuição do título de 2013, sendo os dois candidatos o Tiago e o seu Genius e o Nuno no RS5.
Esta prova apresentava ainda um novo desafio de logística, constituído por uma nova carrinha que veio substituir o Mazda 6. Digámos que a mala do Mazda já não tinha segredos para nós, e todos os centímetros cúbicos eram aproveitados, enquanto que agora tínhamos que iniciar o processo de descoberta da melhor forma de arrumar a “tralha” toda na mala da Mégane.
Nos finalmente lá se conseguiu levar tudo, sem deixar nada em terra, mas é um processo que ainda precisa de afinação suplementar….

Já passava das 15 horas de Sábado quando metemos as rodas à estrada. Até Amarante a coisa faz-se. Daí para a frente tenho que me questionar como é que se chegou a pensar em construir uma terceira auto-estrada Porto-Lisboa, um TGV, um aeroporto em terras do “Jamais,Jamais” e não se acaba com os 30 ou 40 quilómetros de auto-estrada que faltam para ligar Porto e Vila Real….

Chegados ao Mini Autódromo Internacional do Monte da Forca, cumprimentado o pessoal que já por lá se encontrava (e que era quase todo), descarregado o material, surgiu a primeira contrariedade; o servo do travão do carro do Nuno pasmou por completo. O que vale é que o Alexandre qualquer dia já muda os servos de olhos fechados…
Resolvida a questão deu-se a primeira ida à pista. O setup do carro já estava praticamente decidido na sua totalidade desde a sessão de treinos da semana passada, pelo que a ideia era
rodar o mais possível e confirmar a correcção do acerto.
O problema é que as coisas nunca são tão lineares e o carro não estava tão estável como era pretendido, notando-se que a traseira se encontrava bastante instável. Após várias alterações o comportamento continuava a não ser o melhor e começava a reinar uma certa frustração.

 Além do setup problemático, existia um segundo problema que também não era de fácil resolução, e que passava pela escolha dos pneumáticos mais eficientes para as condições de asfalto muito abrasivo e de temperatura ambiente e da pista muito elevadas.

Acabámos por arrumar tudo sem chegar a grandes conclusões, rumo à Adega do Sr.Vinho e à prometida Posta. Durante o glorioso repasto ainda pude apreciar as formações Sportinguistas e Benfiquistas a baterem-se por um lugar na Final do Taça de Honra de Lisboa (acho que é assim que se chama). Levou vantagem o Sporting, e por isso decidi não comer sobremesa dado já estar satisfeitinho, ehehhe.

Passagem obrigatória pelo Pioledo, onde chegámos à conclusão de que água tónica “Snappy”!!!! e Gin não jogam nada bem.  A paisagem era interessante, mas a “bubida” deixava muito a desejar pelo que mudámos de poiso para o Teatro. E aqui sim acertámos a 110%. Claro que com tanta tónica os dois senhores pilotos ficaram com uma fraqueza que nos obrigou a passar pela roulotte das Khebabs.
A consequência desta refeição nocturna foi a de que na manhã de Domingo andavam a águas, e Kompensans …..
Iniciadas as três mangas (acabou por ser curto o tempo de intervalo entre cada uma, pois pouco se podia alterar nos carros), a primeira foi para o Miguel com 22 voltas, a segunda foi para o Nuno com 23, e a terceira e decisiva foi para o Tiago também com 23, mas com melhor tempo do que o Nuno.

O carro do Nuno começou a andar para a frente quando se refez a embraiagem (estava a pegar às 12.000 rpm). Além desta alteração mexeu-se ainda nas afinações da frente e na transmissão, e foi-se almoçar que já era tarde (os preguinhos estavam cinco estrelas)

Cerca das 14h30 dá-se então inicio à Grande Final. A ordem de partida estabelecida nas mangas de treinos (como só estavam dez pilotos não houve necessidade de realizar meias-finais) era a seguinte:
                1 – Tiago             
                2 – Nuno             
                3 – Miguel
                4 – David
                5 – Alexandre
                6 – Licinio
                7 – Denis
                8 – André
                9 – Candeias
                10 – Joel








Dada a partida o Tiago mantem o primeiro lugar seguido de imediato pelo Nuno, iniciando um afastamento progressivo do terceiro classificado, na altura o Denis que consegue uma partida canhão. Cá para trás as coisas eram menos pacificas sendo os principais prejudicados o Alexandre e o David.




Algumas voltas passadas o Nuno aproveita uma trajectória mais larga do Tiago e passa para a primeira posição, começando a abrir uma distancia de segurança que lhe permite gerir o que faltava da final e gerir também o consumo de combustível, que viria a ser uma variável fundamental na classificação final.


Atrás dos dois primeiros, deu-se uma luta muito animada tendo como principais intervenientes o Zendas, Joel, David e Alexandre. O Denis tem uma avaria que provoca uma paragem prolongada nas boxes antes de conseguir regressar para terminar a final.
Pouco após a passagem dos 20 minutos e quando a luta pela terceira posição estava mais acessa do que nunca, começam a soar os primeiros sinais de alarme. Pouco depois dos 23 minutos o primeiro a parar em panne seca é o Joel.
Seguiu-se o David que rolou quase até aos 25 minutos,
o Andre que foi até aos 28 e pouco,
o Miguel com 29:24 na sua ultima passagem pela contagem de tempos
e finalmente o próprio Tiago com 29:38,
mas que no entanto trazia uma vantagem folgada sobre o terceiro, o Alexandre, vantagem essa que lhe permite manter o segundo lugar.
Resumindo, a rolar durante os trinta minutos tivemos o Nuno, o Alexandre, o Licinio, o Zé Candeias e o Denis, embora este tenha estado parado durante bastante tempo, como já referido acima.
Finalmente ao fim de sete provas em que ocorreu de tudo um pouco chegou a primeira vitoria do ano.

Os planos imediatos passam pela participação no Mundial de Lostallo, que acaba por ser um prémio para o Nuno, mas também mais uma oportunidade de aprendizagem dado ser o primeiro evento internacional de grande porte após ter falhado o Europeu do ano passado em Valencia por motivos estudantis.
Agradecimentos ENORMES, como sempre ao Alexandre
e a todos os participantes nesta prova de Vila Real que acabaram por fazer desta prova uma das mais correctas que vi em solo nacional.
O AMVR  teve a grande virtude de não complicar, o que permitiu que toda a jornada decorresse de forma calma e fluida sem stresses. As verificações seguiram o standard daquilo que normalmente é feito em Portugal.

Para terminar uma breve referencia à forma como está a decorrer o Nacional, com o Tiago a ter assegurado a 99,9% a conquista do mesmo, com o Nuno a provavelmente ser o segundo e com uma luta enorme pela terceira posição entre o Alexandre – 326, o David – 324 e o Joel – 322 com o Licinio – 316 pontos ainda bastante próximo, ou seja a última prova do ano agendada para Setembro na Figueira vai ser decisiva para definição final destes lugares. Isto se a prova se realizar na Figueira, pois andam para aí uns zuns-zuns no ar ….





Abraço e Boas Ferias (para quem tiver essa sorte).




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