Samil, Vigo 7,8 e
9 de Junho 2013
Após duas provas
no CN Espanhol e mais duas no CN de Portugal, podemos considerar que a época
está a meio.
Fazendo um
balanço da primeira parte da época não se pode concluir que os resultados
estejam a ser brilhantes, mais devido a uma série de situações fortuitas
(acidentes, avarias mecânicas, pneus descolados, chuva) do que a falta de
andamento.
Assim depois de
um 10º em Valencia e em Monsanto, de um 18º em Santander (que arruinou todas as
perspectivas de uma boa época em Espanha), seguiu-se um 2º lugar na Maia, o que
pelo menos permite manter algumas perspectivas optimistas em relação ao
Nacional.
Entretanto em
conjugação com o Alexandre fez-se um grande esforço para aumentar a
competitividade dos carros, esforço esse que se traduziu na actualização dos
carros com o upgrade de 2013, e com a aquisição dos diferenciais SCS para uma
avaliação definitiva dos mesmos. Em
simultâneo tentou-se a substituição dos Hobbycenter danificados, mas essa
substituição só deve ocorrer na semana actual, a tempo de irmos para a prova de
Coimbra mais descansados…
Com chegada tardia de tanto material o Alexandre teve que fazer um esforço enorme para conseguir montar tudo nos dois carros, tendo o carro do Nuno ficado pronto já na noite de Quinta-feira, enquanto que o do Alexandre só foi terminado na Sexta de manhã.
Isto implicou que
carregámos o carro já depois das 11h da manhã, fizemos um desvio pela Maia para
ir buscar o Sr. Piloto e a Mãe do Sr. Piloto e fizemo-nos à estrada em direcção
a Samil que felizmente fica a pouco mais de uma centena de quilómetros de casa,
o que nos permitiu chegar à hora de almoçar.
Após o almoço dirigimo-nos
para a pista, já razoavelmente concorrida, e onda já se encontravam os
“sulistas” do Candeias Team, desta vez reforçados com a presença do Licinio e
do Jaime Sena em estreia em terras espanholas. No campo das ausências era de
referir que o Ti Jaime desta vez não nos honrou com a sua presença, mas já
manifestou vontade de na próxima em Madrid estar presente. Ao todo tínhamos 1 presença na prova de F.1 e
cinco Turismos.
Foram então dadas
as primeiras voltas ao circuito (muito sujo e com pouca borracha), ainda com os
LSD montados nos carros, tendo após algumas voltas sido trocados pelos novos
SCS. Foi opinião unanime que não existiam dúvidas e que a aposta tinha que ser
continuar com os SCS. O problema era a falta de conhecimento e de experiência
na configuração dos mesmos (basicamente nível de óleo, e posição de aperto do
parafuso de regulação), que aos poucos e poucos foi sendo adquirida, embora
ainda faltem alguns pormenores que terão que ser apreendidos num futuro
próximo.
A ameaça de chuva
era uma constante para os três dias do fim de semana de Vigo, mas para já o
S.Pedro estava a colaborar. Os próprios galegos quando questionados sobre a
evolução das condições atmosféricas, fechavam-se em copas, o que nos obrigava a
ir navegando à vista….
Sexta à noite e
após o Checkin no Coia, e degustado o solomillo, seguiu-se o habitual momento
de descontracção frente-a-frente com uns Tanqueray. O problema é que a noite
arrefeceu bastante provocando que este vosso escriba se encontre com uma
constipação das antigas….
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Sábado
No Sábado
iniciaram-se as coisas mais a sério com os procedimentos rotineiros a serem
executados: inscrição, reunião de pilotos, primeiras verificações com marcação
de motor e chassis.
Além dos
Fórmulas, nesta prova marcaram também
presença os 4x4, o que provoca que o ritmo de ida à pista diminua um pouco,
trazendo vantagens e desvantagens.
Os Turismos foram
divididos em três séries, sendo que logo na primeira saiam o Tiago (devido a
não ter estado presente em Santander), o Licinio e o Jaime (devido a serem
estreantes), na segunda marcava presença o Alexandre e finalmente na terceira
estava escalado o Nuno.
O Tiago faz 24 em
10.10.742, seguido pelo Jesus Casabella também com 24. O Jaime fez 21 e o
Licinio 16. Na série 2 o Alexandre foi o único a conseguir chegar às 24 em
10.23.825.
Resolvidas estas
questões, a segunda manga tinha aspectos decisivos, pois o tempo continuava a
ameaçar chuva e o melhor era resolver de vez a questão da classificação directa
às meias-finais.
Na manga 2 o
Tiago consegue chegar às 25, mas com algum azar. Como passou a linha de
contagem muito perto dos 10 minutos ouviu-se o aviso de que tinha terminado
quando na realidade ainda tinha direito a dar mais uma volta. Com o consequente
abrandamento e posterior aceleração acabou por terminara 25 volta em 10.30.997,
o que correspondia para já ao 4º lugar da geral. O Jaime consegue 23 e o Licinio completa 19.
O Alexandre volta
a fazer 24, mas é mais lento em cerca de 1,8 segundo, e mantém-se a ocupar a
11ª posição.
O Nuno esteve em
riscos de não conseguir partir para esta segunda manga, porque o motor não
pegava de forma alguma. Foi já com o período de aquecimento esgotado que num
enorme esforço conjunto, o Alexandre e o Pai do Viña conseguiram pôr o motor a
fazer barulho. Claro que foi sempre a “rezar” para o motor não ir abaixo que se
colocou o carro no asfalto. A manga decorreu sem incidentes, o que permitiu
completar as 25 voltas em 10:13:322, instalando-se o Nuno na terceira posição
da geral a cerca de cinco segundos do Carlos Fernandez.
Na terceira manga
o Alexandre consegue melhorar, fazendo as mesmas 24 v em menos 789 milésimas de
segundo (é obra), mas permanecendo no 11º lugar da geral.
Na quarta manga
já nenhum dos Tugas foi à pista. O Carlos ainda conseguiu melhorar o seu tempo,
o que ordenava definitivamente a lista em Carlos, David, Nuno, Jordi e Tiago.
Mais uma vez na
mesma meia-final iam estar o Nuno, o Tiago e o Alexandre, a quem se juntaria
mais tarde o Jaime depois de disputados os Quartos de final na manhã de
Domingo.
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Domingo
No Domingo de
manhã chegámos à pista pelas 10h (vantagens do apuramento directo às
meis-finais).
O Candeias estava
a disputar o acesso à Final de F1 que estava quase garantido, quando alguns
toques, azares, etc, fizeram com que fosse arrumar a tralha mais cedo.
Embora não
estivesse a chover, a chuva que tinha caído durante a noite e o
cacimbo-humidade matinal faziam com que a pista estivesse entre o húmida e o
molhada.
Na meia A, toda a
gente partiu com pneus de chuva à excepção do Alexandre (que já tinha utilizado
esta táctica em Santander com bons resultados) e o Nuno. Logo na entrada da
recta o Nuno não consegue evitar um toque na traseira do RS5 do Carlos fazendo
com que este se atravessasse. Como o Nuno ficou à espera que o Carlos retomasse
o seu andamento acabaram por cair os dois para as duas ultimas posições. No
meio da confusão aproveitou, e bem o Alexandre que passou para o comando desta
meia.
O tempo restante
da meia final foi o suficiente para o Carlos recuperar até à primeira posição
seguido do Nuno, tendo-se depois verificado a troca de posição entre os dois. O
grande azarado foi o Alexandre que quando seguia num mais do que tranquilo
terceiro lugar, viu partir-se um parafuso de suporte do cubo dianteiro. Foi
substituído e ainda voltou à prova mas já não deu para se conseguir qualificar.
Fica o consolo de ter conseguido a segunda melhor volta, logo atrás do Nuno que
foi o único a conseguir entrar no segundo 29. O Nuno consegue 58 v em
30.09.066, assegurando a pole, seguido do Carlos, Tiago, Pelayo e Viña.
Na
partida o Nuno e o David partem bastante bem, enquanto que o Diaz tenta
aproveitar o espaço aberto à sua frente pela ausência do Carlos Fernandez que
teve que partir das boxes após um pedido de tempo para substituir o “motor de
arranque”, mas acaba por sair muito largo, quase levando o Tiago com ele. Nas
primeiras voltas o Nuno e o David acabam por conseguir ganhar uma margem muito
razoável que chegou a ser maior do que a recta grande.
O David acaba por
ser mais feliz conseguindo continuar de imediato, enquanto que o Nuno ficou
plantado em cima da relva, obrigando o Alexandre ao primeiro sprint da tarde.
Mesmo com este atraso consegue entrar em terceiro, logo a seguir ao Carles
Echarri e volta a assistir-se à mesma cena que anteriormente. Desta vez é o
Carles que se atravessa e o Nuno que lhe bate em cheio de lado. Mais uma vez o
Carles segue de imediato, o Nuno é “engolido” por dois ou três carros que
estavam a passar no momento e quando tenta retomar o sentido normal de marcha
ainda vinha a passar mais um que não perdoou e acertou-lhe em cheio mais uma
vez.
Com tanta
batidela o carro ficou pouca mais ao menos inguiável . Foi tentar chegar ao fim
e obter os pontos possíveis. E os pontos possíveis foram os que corresponderam
ao 7ºlugar, graças à desistência do Diaz e do David, pelos vistos após um
choque muito violento entre os dois, mas que eu não observei, provavelmente
porque estava a seguir o passeio triunfal do Carlos para mais uma vitoria. Numa
corrida com tantos toques e batidelas, o Carlos com um andamento certíssimo e
muito rápido foi recuperando seguramente desde o ultimo lugar à partida das
boxes até à vitoria no final dos 30 minutos.
Neste momento o
título espanhol é uma forte possibilidade para o Carlos (1º-13º-1º), mas também
ainda é possível para o Viña que terminou
em 3º (20º-1º-3º), para o Carles que terminou em 2º (9º-2º-2º) e para o David (2º-5º-9º),
embora neste caso as coisas estejam bem mais difíceis. Ainda muito próximo do
topo anda o Fernando Silva( 4º-4º-5º), e o Tiago, embora no caso do Tiago com
menos uma presença já não existam hipóteses.
Segue-se no
próximo fim de semana a prova de Coimbra, terceira do Campeonato Nacional e que
pode vir a ser decisiva. Neste momento e por motivos estudantis ainda não temos
a certeza de poder estar presente, mas vamos fazer os impossíveis para lá
estar….
Abraço
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