quarta-feira, 20 de março de 2013

17 de Março 2013 - Monsanto

E finalmente começou.

Após mais de cinco meses de interregno, o Nacional de 2013 iniciou-se nos passados dias 16 e 17, na pista de Monsanto.

Não se pode dizer que o inicio tenha sido brilhante.


No Sábado chegámos à pista por volta das 15h30, após a realização da cerimónia ritual de degustação dos Secretos da praxe. Só deu mesmo para conversar e ver alguns mais “valentes” a rodarem algumas voltas. A pista muito molhada, o tempo bastante frio não aconselhavam a tirar os carros da mala.



A expectativa residia em saber se no Domingo o S.Pedro ia colaborar ou se ia ser um fim de semana para esquecer.

 

O jantarito foi no “Coreto de Carnide” e permitiu criar o lastro suficiente para uma passagem breve pelas Docas. 



        No Domingo de manhã o despertar teve direito a trovões e água com farturinha.
 


Mesmo assim lá nos dirigimos para a pista de Monsanto com a sensação de que o dia ia ser um desperdício.
Aos poucos e poucos a pista foi secando. Na segunda manga de treinos, o Nuno e o Alexandre iam sair para a pista para dar o número mínimo de voltas obrigatórias para garantir a classificação, mas um stress com os servos de direcção no carro do Nuno, fizeram com que nenhum dos dois saísse para a pista. Entretanto o David Resende garantia a participação nas Meias-Finais.


Finalmente na terceira manga, e na última oportunidade, o Nuno conseguiu fazer 4 voltas e o Alexandre também garantiu a classificação.
Ao todo catorze inscritos, dos quais treze presenças confirmadas. Considerando que a prova era em Monsanto, temos que admitir que a participação foi bastante reduzida, a indicar provavelmente o que irá ocorrer nas restantes provas do Nacional….

Nas fileiras da RS5, marca Campeã Nacional, contabilizavam-se três presenças, com o Nuno, o Alexandre e o David.





Da Figueira vieram os habituais dois Contrasts para o Zendas e para o Joel e o FG do Fernando Rosas.


O restante plantel era constituído por máquinas da Genius com o André, o Jaime Sena, o Idálio,
André
Idálio Candeias


 o Licinio (uma estreia na classe e creio que também no RC), o José Salgado e os dois pilotos com mais pretensões, o Tiago e o Gonçalo.
 
Jaime Sena
José Salgado

Licinio


 






No final das mangas eram precisamente o Tiago e o Gonçalo que encabeçavam a tabela de tempos.




O Gonçalo ficou na Meia-final B, enquanto o Tiago ficou na A, onde também se encontravam os três RS5.
Após o almoço disputa-se a B, sem surpresas com o Gonçalo a vencer efectuando 48 voltas em 20:14:533, logo seguida pela A, com o Nuno partindo com o número 6, a conseguir ser o mais rápido efectuando as mesmas 48 voltas, mas em 20:15:036.  Ao todo 503 milésimos de segundo de diferença no fim de 20 minutos de prova, perspectivavam uma final muitíssimo disputada.
Na B acabaram por ficar excluídos o Fernando Rosa, e o Jaime Sena por ter reabastecido, enquanto que na A seria o rookie Licinio a não conseguir obter o passaporte para a Final.

 
Dada a partida para a Final, verificou-se uma saída canhão do Gonçalo a partir da Pole, enquanto que o Nuno sai com algumas cautelas, aconselháveis atendendo ao lado da pista de onde partiu, mas que permitiram ao Zendas colocar-se em segundo.


A primeira batalha passou pela reconquista do segundo lugar. Embora tenha sido uma batalha curta foi o suficiente para o Gonçalo amealhar uma margem de segurança de cerca de 40 a 50 metros.

Mais atrás vinha o Tiago também em recuperação de um lugar de saída menos bom.
Durante cerca de 30 voltas a luta entre os dois primeiros manteve-se animada, mas sempre à distância. Umas vezes era o Gonçalo que perdia um bocadinho, outras era o Nuno a ter mais dificuldades em particular nalgumas dobragens.
Até que numa saída do gancho que antecede a recta grande, o motor do Nuno calou-se e de forma definitiva obrigando a uma desistência mais do que inglória e a um décimo lugar final.

O que faltava para os trinta minutos já não trouxe particamente nada de novo. O Tiago herdou o segundo lugar do Nuno, enquanto que o David conquista o terceiro ao Zendas que acaba por descer para quinto, sendo também ultrapassado pelo Joel. Em sexto ficou o Alexandre no segundo RS5.


Terminada a prova com uma vitoria mais do que clara do Gonçalo, acabou por estalar a polémica com as verificações técnicas efectuadas pelo CRAP no final. Segundo os boatos que circulavam no exterior da cabine de verificações, foram detectadas pelo menos duas máquinas com um peso inferior aos dez quilos regulamentares. Certo, certo é que a classificação final independentemente daquilo que ocorreu foi mantida de acordo como que aconteceu em pista.
Parece-me que não havia necessidade. Ou se levam as verificações a sério, com as consequências que daí possam advir, doa a quem doer, ou então o melhor mesmo é fazer de conta que está tudo direitinho.

Assim fica sempre no ar a dúvida do que teria acontecido se fosse o Nuno (ou outro) a ganhar a Final e a  ser verificado abaixo do peso….


Até Valência


 

 









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