Monsanto, 22 e 23 de Setembro
O melhor do fim
de semana foram mesmo os Secretos de Porco Preto, no “Jugo do Lavrador”.
Mas é que foi
mesmo.
Além dos secretos
estarem ao nível habitual ou seja deliciosos, tivemos o prazer de contar com um
aliado de peso. E não, isto não é nenhuma piada foleira. O David Resende fez o
favor de nos fazer companhia ao almoço. O único contra que se pode apontar
aquele almoço é que a partir desse momento o Porco Preto passou a ser uma
espécie em vias de extinção em Portugal.
Falando (ou será
que é escrevendo) um pouco mais a sério. A partir deste momento alto
dirigimo-nos ao mini-autódromo de Monsanto (quiçá pela última vez) e ao chegar
começamos a ter as primeiras surpresas; alguns dos principais candidatos à vitória,
cerca das 15 horas de Sábado, já tinham dado por encerrados os treinos de
preparação.
Mau Maria, isto
significava que o pessoal andava a treinar muito a sério para se poderem dar ao
luxo de prescindir da tarde de Sábado.
Como nós não nos podíamos
dar a estes luxos, tivemos que interromper o processo de digestão em curso, e
começar a carregar o material para as boxes de Monsanto.
Iniciado o treino
as coisas iam decorrendo de forma normal, quando o Nuno tem uma primeira saída
um pouco inexplicável. Pouco depois uma segunda saída, também um pouco
estranha, seguida de uma saída em frente a uma velocidade já bastante reduzida
até bater num dos “carris” limitadores da pista.
A primeira hipótese
justificativa apontava para uma possível bateria descarregada, pelo que após a sua substituição,
fez-se o regresso à pista, mas o comportamento do carro continuava a ser mais
do que estranho. Nova paragem, realização de um diagnóstico mais cuidado e ……
dois servos da direcção em greve de zelo.
Como conclusão,
dia terminado para o Nuno e para o Alexandre,
que também pouco tinha rodado.
Servos substituídos, carro pronto e eram quase 20h, pelo que restava-nos
arrumar as tralhas e rumar ao hotel. Aqui tenho que fazer um parenteses curvo. No trajecto para o hotel passámos pela
nova-hiper-mega-ultra-rotunda do Marquês. Só tenho um comentário a fazer; ainda
bem que vivo no Porto, ehehehehehe.
À noite houve “Touro Ibérico” na companhia do
David, dos Machados e do Zé Candeias. Foi divertido. No fim os meninos foram
para casa, e os malandros foram para as Docas, estudar a estratégia para o dia
seguinte a aproveitar para confraternizar com o amigo Jim. O que não estava
previsto era a queda de água que inundou completamente a zona, e que me obrigou
literalmente a caminhar sobre as águas para poder entrar no carro e regressar
ao hotel para um mais do que merecido descanso….
Começamos a
pensar que a manhã de Domingo ia ser passada na caminha a recuperar do esforço
da véspera.
Nada disso. O
Domingo amanheceu com má cara mas seco e deixámos de ter desculpas válidas pelo
que tivemos mesmo que ir para a pista.
Aí chegados, já
se disputava a primeira manga ainda com um piso bastante húmido. Na primeira ida
a sério à pista, o motor do carro do Nuno apresenta um comportamento estranho fazendo
um poço em aceleração em plena recta. A solução passou mesmo por montar o motor
de reserva, o que implicou alterar a embraiagem e a campânula utilizada. Finda
esta operação, a pista já estava encerrada, pelo que o teste possível foi
realizado em plena meia-final.
A embraiagem
estava com um comportamento no mínimo estranho, o que implicou que durante os
vinte minutos da meia-final, existisse sempre a expectativa de ver quando é que
aquilo parava. Mas não parou e o Nuno conseguiu o terceiro lugar e o acesso à
Final. Momentos emocionantes foram os vividos pelo Gonçalo e pelo Tiago, com os
carros a pararem por várias vezes e a voltarem à pista. No fim o Tiago consegue
a qualificação para a final in-extremis e o Gonçalo arrumou o material mais cedo,
fazendo com que um dos principais candidatos à vitória final ficasse de fora.
Na outra meia, o
Alexandre que estava com um grande andamento, vê partir-se um parafusinho do
sistema de direcção e prontos….
O Rui Machado
também teve um encontro imediato de terceiro grau com um OVMI (o M é de
Monsanto) em plena recta grande e eis mais um RS5 a arrumar as tralhas mais
cedo.
A Final iniciou-se
com o Nuno a partir de oitavo, o que significava muito trabalho de recuperação
pela frente. E foi mesmo isso que aconteceu. Dada a partida iniciou-se a
referida recuperação, que se tornou mais complicada, aquando da chegada à
traseira do carro do Zé Candeias tendo-se inclusive verificado um pequeno
contacto sem consequências de maior. Estas “manobras” permitiam um afastamento
dos primeiros e uma aproximação do Tiago que tendo partido de nono conseguia
chegar à traseira do RS5 do Nuno.
Na gancho à
esquerda que antecede a entrada na recta grande acaba por se dar um toque,
sendo o Nuno o maior prejudicado, até porque a Direcção da corrida não se
apercebeu da situação ocorrida.
Como o Tiago
achou que não devia parar e deixar o Nuno regressar à posição que ocupava antes
do toque (algo que é normal de acontecer, pelo menos nesta escala), o atraso
registado acabou por ser demasiadamente penalizador.
A recuperação encetada
permitiu ainda chegar ao segundo lugar a cerca de oito minutos do fim desta
Final, mas uma cremalheira moída foi o golpe final num fim de semana que foi
verdadeiramente para esquecer. Talvez
agora entendam porque é que eu comecei esta crónica dizendo que a única coisa
que valeu mesmo a pena, foram os Secretos do almoço de Sábado.
Resta a Taça de
Portugal para terminar a época de 2012. Por entre alguns sentimentos
contraditórios, existe a vontade de rever alguns amigos coimbrãos (será que é
mesmo assim que se diz?), pelo que em princípio lá estaremos.
Abraço
José Pinto
Sem comentários:
Enviar um comentário