sexta-feira, 5 de outubro de 2012



Monsanto,  22 e 23 de Setembro

O melhor do fim de semana foram mesmo os Secretos de Porco Preto, no “Jugo do Lavrador”.
Mas é que foi mesmo.
Além dos secretos estarem ao nível habitual ou seja deliciosos, tivemos o prazer de contar com um aliado de peso. E não, isto não é nenhuma piada foleira. O David Resende fez o favor de nos fazer companhia ao almoço. O único contra que se pode apontar aquele almoço é que a partir desse momento o Porco Preto passou a ser uma espécie em vias de extinção em Portugal.
Falando (ou será que é escrevendo) um pouco mais a sério. A partir deste momento alto dirigimo-nos ao mini-autódromo de Monsanto (quiçá pela última vez) e ao chegar começamos a ter as primeiras surpresas; alguns dos principais candidatos à vitória, cerca das 15 horas de Sábado, já tinham dado por encerrados os treinos de preparação.
Mau Maria, isto significava que o pessoal andava a treinar muito a sério para se poderem dar ao luxo de prescindir da tarde de Sábado.
Como nós não nos podíamos dar a estes luxos, tivemos que interromper o processo de digestão em curso, e começar a carregar o material para as boxes de Monsanto.
Iniciado o treino as coisas iam decorrendo de forma normal, quando o Nuno tem uma primeira saída um pouco inexplicável. Pouco depois uma segunda saída, também um pouco estranha, seguida de uma saída em frente a uma velocidade já bastante reduzida até bater num dos “carris” limitadores da pista.

A primeira hipótese justificativa apontava para uma possível  bateria descarregada, pelo que após a sua substituição, fez-se o regresso à pista, mas o comportamento do carro continuava a ser mais do que estranho. Nova paragem, realização de um diagnóstico mais cuidado e …… dois servos da direcção em greve de zelo.
Como conclusão, dia terminado para o Nuno e para o Alexandre, 
que também pouco tinha rodado. Servos substituídos, carro pronto e eram quase 20h, pelo que restava-nos arrumar as tralhas e rumar ao hotel. Aqui tenho que fazer um parenteses curvo.  No trajecto para o hotel passámos pela nova-hiper-mega-ultra-rotunda do Marquês. Só tenho um comentário a fazer; ainda bem que vivo no Porto, ehehehehehe.
À  noite houve “Touro Ibérico” na companhia do David, dos Machados e do Zé Candeias. Foi divertido. No fim os meninos foram para casa, e os malandros foram para as Docas, estudar a estratégia para o dia seguinte a aproveitar para confraternizar com o amigo Jim. O que não estava previsto era a queda de água que inundou completamente a zona, e que me obrigou literalmente a caminhar sobre as águas para poder entrar no carro e regressar ao hotel para um mais do que merecido descanso….
Começamos a pensar que a manhã de Domingo ia ser passada na caminha a recuperar do esforço da véspera.



Nada disso. O Domingo amanheceu com má cara mas seco e deixámos de ter desculpas válidas pelo que tivemos mesmo que ir para a pista.
Aí chegados, já se disputava a primeira manga ainda com um piso bastante húmido. Na primeira ida a sério à pista, o motor do carro do Nuno apresenta um comportamento estranho fazendo um poço em aceleração em plena recta. A solução passou mesmo por montar o motor de reserva, o que implicou alterar a embraiagem e a campânula utilizada. Finda esta operação, a pista já estava encerrada, pelo que o teste possível foi realizado em plena meia-final.
A embraiagem estava com um comportamento no mínimo estranho, o que implicou que durante os vinte minutos da meia-final, existisse sempre a expectativa de ver quando é que aquilo parava. Mas não parou e o Nuno conseguiu o terceiro lugar e o acesso à Final. Momentos emocionantes foram os vividos pelo Gonçalo e pelo Tiago, com os carros a pararem por várias vezes e a voltarem à pista. No fim o Tiago consegue a qualificação para a final in-extremis e o Gonçalo arrumou o material mais cedo, fazendo com que um dos principais candidatos à vitória final ficasse de fora.
Na outra meia, o Alexandre que estava com um grande andamento, vê partir-se um parafusinho do sistema de direcção e prontos….
O Rui Machado também teve um encontro imediato de terceiro grau com um OVMI (o M é de Monsanto) em plena recta grande e eis mais um RS5 a arrumar as tralhas mais cedo.
A Final iniciou-se com o Nuno a partir de oitavo, o que significava muito trabalho de recuperação pela frente. E foi mesmo isso que aconteceu. Dada a partida iniciou-se a referida recuperação, que se tornou mais complicada, aquando da chegada à traseira do carro do Zé Candeias tendo-se inclusive verificado um pequeno contacto sem consequências de maior. Estas “manobras” permitiam um afastamento dos primeiros e uma aproximação do Tiago que tendo partido de nono conseguia chegar à traseira do RS5 do Nuno.
Na gancho à esquerda que antecede a entrada na recta grande acaba por se dar um toque, sendo o Nuno o maior prejudicado, até porque a Direcção da corrida não se apercebeu da situação ocorrida.
Como o Tiago achou que não devia parar e deixar o Nuno regressar à posição que ocupava antes do toque (algo que é normal de acontecer, pelo menos nesta escala), o atraso registado acabou por ser demasiadamente penalizador. 

A recuperação encetada permitiu ainda chegar ao segundo lugar a cerca de oito minutos do fim desta Final, mas uma cremalheira moída foi o golpe final num fim de semana que foi verdadeiramente para esquecer.  Talvez agora entendam porque é que eu comecei esta crónica dizendo que a única coisa que valeu mesmo a pena, foram os Secretos do almoço de Sábado.
Resta a Taça de Portugal para terminar a época de 2012. Por entre alguns sentimentos contraditórios, existe a vontade de rever alguns amigos coimbrãos (será que é mesmo assim que se diz?), pelo que em princípio lá estaremos.

Abraço

José Pinto

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