terça-feira, 15 de maio de 2012

Alcobendas, Arca - Madrid, 4, 5 e 6 de Maio de 2012



Aos poucos e poucos vai-se tornando uma rotina. Chegada à pista de Alcobendas pelas 13h30, cumprimentar o pessoal (os Tugas, à excepção do Gonçalo, tinham todos chegado na véspera) e há que ir repor as forças, comendo qualquer coisinha.

A pista de Alcobendas encontra-se localizada numa zona industrial, pelo que a hipótese mais favorável é ir à “cantina” local onde por um  valor muito razoável, temos direito a uma entrada, prato principal, sobremesa, café e bebida, tudo isto sem atingir os 10 Euros.

Depois de retemperadas as forças há que começar a descarregar e iniciar o primeiro contacto com a pista. Construida sobre uma estação de Metro, e talvez por isso mesmo, esta pista apresenta um piso com algumas irregularidades, o que provoca que os carros em algumas zonas tenham um comportamento extremamente nervoso.


 
Desde o primeiro contacto com a pista que o RS5 TDK12 apresentou um comportamento muito equilibrado. O grande stress da tarde de Sexta foi o problema surgido aquando da avaria dos servos da direcção (obrigado Candeias). Enquanto o Alexandre desmontava metade do RS5 para substituir os ditos cujos servos, o Nuno aproveitava para dar umas voltas no carro do Gonçalo,

tentando ajudar o Jaime na afinação do bólide, e aproveitando para dar mais umas voltas de habituação ao circuito. Circuito bastante técnico, não só devido às irregularidades de piso já referidas, mas também porque o traçado apresenta uma linha única de trajectória extremamente bem definida. Quem sai dessa linha, arrisca-se…

 
 Após substituídos os servos ainda deu para dar umas voltinhas de confirmação, e como estava tudo ok, fomos até ao Ibis local, refrescar-nos para seguirmos para o Centro Comercial cá do sitio e comer qualquer coisinha, que nesta coisa das corridas a alimentação é muito importante. 



 Depois do jantarinho (uns secretos que à beira dos de Monsanto, ainda têm muito que aprender), fomos beber o copinho da praxe, analisar o que se tinha passado durante o dia e o estabelecer o plano de ataque para o dia seguinte. No entretanto surgiram o Carlos Fernandez com o Pai, o Jacinto, o Kike e o Ismael pelo que a noite terminou em amena cavaqueira.
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No Sábado depois de duas sessões de treinos livres, começavam as coisas a sério. Como é norma quatro idas à pista,três grupos (só estavam presentes 23 pilotos em Turismo e 22 em F.1). 

Na primeira ida à pista, o Nuno consegue o 5º tempo da Geral, já com o diferencial LSD, o que provocou algumas atravessadelas. As coisas começavam muito razoavelmente, mas havia que tentar melhorar o comportamento do carro. E aqui é que as coisas começaram a correr mal. As alterações efectuadas a nível de suspensão não resultaram e na segunda saída deu-se a descida para o 7º lugar.

 
Mais uma vez são efectuadas alterações, mudado o óleo dos amortecedores com o objectivo de tornar o carro mais equilibrado, mas mais uma vez as coisas não funcionaram. À terceira saída o percurso descendente mantinha-se, e o Nuno desce para 10º.
        

Entretanto o Gonçalo tinha subido para quinto e o João Ramos para oitavo, e o Alexandre estava em vigésimo. O Tiago não aparecia na classificação porque ao fim de três mangas ainda não tinha conseguido efectuar uma volta lançada… Muitos problemas a impedirem a ida para a pista
 
O ás de trunfo para a quarta manga consistiu na montagem das molas antigas e de uma alteração do camber utilizado. Havia algum optimismo de que as coisas iam correr bem, só que na manga do Alexandre, que se disputava imediatamente antes da manga do Nuno, Gonçalo e Tiago, começam a cair alguns pingos, mantendo-se o céu muito escuro e com muitas nuvens de aspecto ameaçador.



O que é certo é que o S.Pedro foi um “gajo” porreiro e as coisas aguentaram-se.  Depois dos inalcançáveis David e Carlos com 28 voltas cada, seguiam-se o Pablo e o Viña com 27. O Nuno consegue efectuar 27 em 10:08:555 o que lhe garante o quinto lugar, logo seguido pelo Gonçalo, que gastou mais três segundos para fazer as mesmas 27. O João alcançava o nono lugar, o Alexandre o 17º, e o Tiago finalmente conseguiu fazer 6 voltas, classificando-se em vigésimo terceiro e último. O segredo destas coisas está mesmo na regularidade;  o Nuno das vinte e sete voltas faz 24 no segundo 22, duas no segundo 23 e uma no segundo 21.


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No Domingo as coisas começavam a sério logo às 9h para o Alexandre e para o Tiago. E começaram bem, pois tanto um como o outro passaram sem problemas às meias; o Tiago foi terceiro e o Alexandre quinto.
  E mais uma vez numa das meias estavam 4 Tugas, tendo o Gonçalo caído para a Meia B. A pista ainda estava muito molhada da chuva que tinha caído durante a noite e mesmo após os quartos de final e as duas meias de Fórmula 1, a meia B começou com o piso bastante escorregadio. 


 
O Gonçalo viu-se em grandes dificuldades para segurar a máquina, e na penúltima volta estava eliminado da final pois rolava em sexto e a prova tinha sido definida como prova de chuva, pelo que só passavam os cinco primeiros. Mas mesmo a terminar a meia o Jonatan Barrio secou e o Gonçalo aproveitou.
O vencedor desta meia foi o Carlos seguido do Viña.



Na outra meia, a meia dos Tugas, o Nuno parte em terceiro a seguir ao David e ao Pablo, o João partia em 5º (partia, porque nem sequer chegou a partir com um problema no acelerador do seu Genius), o Tiago em nono e o Alexandre em 10º.
Dada a partida o David isola-se e inicia-se um grande duelo entre o Pablo e o Nuno, que embora estando mais rápido não conseguia ultrapassar. O Dani Diaz que tinha ficado um pouco mais para trás após um toque com o Nuno ia recuperando e encostava novamente. Seguiram-se várias voltas com o s três carros completamente colados, até que num ligeiro erro do Pablo, o Nuno mete o carro, tocam-se e o Dani passa para 2º, mantendo-se o Nuno em 3º. O Pablo começa a atrasar-se, acabando por só conseguir fazer 29v. Entretanto já tinha parado o Alexandre com problemas de pneus.
A luta entre o Dani e o Nuno estava ao rubro, e após várias tentativas dá-se a ultrapassagem na zona de SSS a seguir ao gancho que finaliza a recta da meta. O Tiago pé ante pé consegue chegar ao quarto lugar, elevando assim para três o numero lusitanos na final.












Dado que a pista nesta meia estava muito mais rápida, a grelha para a Final tinha em primeiro o David, depois o Nuno, o Dani e só em quarto surgia o Carlos, que tinha sido o vencedor da Meia B.

Dada a partida o Nuno consegue manter o segundo lugar durante muito pouco tempo, vendo-se logo ultrapassado pelo Dani. Seguiu-se uma luta de três ou quatro voltas com o Carlos, que logo após ter passado o Nuno ultrapassa o Dani. O Nuno que já tinha os pneus em melhores condições de aderência aproveita a oportunidade para meter o carro e na entrada da recta da meta consegue passar para terceiro. Ainda ninguém sabia, mas para aí à  sexta ou sétima volta estavam definidos os quatro primeiros.
Já na fase final o Carlos encosta completamente ao David, chegando mesmo a existir alguns toques, mas não conseguindo passar para a frente.
 Durante esta luta dá-se a dobragem ao Nuno, que tanto se afasta da trajectória ideal, que acaba por fazer um pião e sair da pista. Quando regressa ainda se dá um toque com o Tiago, e com esta “asneirada” o Dani que tinha cerca de 50 metros de atraso, encosta completamente. A partir deste momento foram dois duelos que só terminaram com a chegada do trigésimo minuto, e com a conquista do último lugar do pódio. A classificação foi sem dúvida importante, mas as lutas com o Dani e com o Pablo ( e durante um bocadinho pequenino com o Carlos) acho que ainda foram mais…


 
O Gonçalo sempre muito certinho acaba por conseguir o quinto lugar e o Tiago termina em nono apenas com o Viña (problemas de motor) a ficar atrás
 


Na frente o David com dois primeiros lugares é o maior candidato à conquista do Campeonato Espanhol, com o Carlos a espreitar a sua oportunidade. E convém não esquecer que o Carlos é só o Campeão Espanhol nos últimos três anos…

 
Agora segue-se a terceira do Nacional Portugês em Maiorca – Figueira da Foz. A ver vamos.





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